Laboratorio de psicologia

Postado por : Maria José G2

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A importância da linguagem segundo Vigotsk

No pensamento Vigotiskiano, a interação social é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Para ele, "o ser humano se constitui enquanto tal a partir da interação social "(Oliveira 1996, p.46). Desse modo, o conjunto de influências que estruturam o processo de aprendizagem e seus resultados são provinientes da mente do sujeito, como de seu contexto sócio-econômico, cultural e étnico.
Vigotisky destaca também nesse processo a importância da linguagem, uma voz que esta representa a exprssão e a comunicação típicas dos seres humanos. por isso, uma proposta pedagógica pautada na perspectiva construtivista precisa estimular a expressão oral, corporal, a linguagem escrita, a linguagem artística e todas as formas de expressão inerentes.
O estudo das relações entre pensamento e linguagem é considerado um dos temas mais complexos da psicologia. Vygostsky se dedicou a este assunto durante muitos anos de sua vida.
Segundo Vygotsky, a conquista da linguagem representa um marco no desenvolvimento do homem: "a capacitação especificamente humana para a linguagem habilita as crianças a providenciarem instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis, a superarem a ação impulsiva, a planejarem a solução para um problema antes de sua execução e a controlarem seu próprio comportamento. Signos e palavras constituem para as crianças, primeiro e acima de tudo, um meio de contato social com outras pessoas. As funções cognitivas e comunicativas da linguagem tornam-se, então, a base de uma forma nova e superior de atividade nas crianças, distinguindo-as dos animais" (Vygotsky, 1984, p.31). Sendo assim, a linguagem tanto expressa o pensamento da criança como age como organizadora desse pensamento.
Vale ainda citar, conforme a teoria em discussão, que tanto nas crianças como nos adultos, a função primordial da fala é o contato social, a comunicação, isto quer dizer que o desenvolvimento da linguagem é impulsionado pela necessidade de comunicação. Assim, mesmo a fala mais primitiva da criança é social. Deste modo, além das funções emocionais e comunicativas, a fala começa a ter também a função planejadora. Nesse caso, a criança estabelece um diálogo com ela mesma, sem vocalização, com vistas a encontrar uma forma de solucionar o problema.Portanto, a fala passa preceder a ação e funcionar como auxílio de um plano já concebido mas ainda não executado.
Ao aprender a usar a linguagem para planejar uma ação futura, a criança consegue ir além das experiências imediatas. esta "visão do futuro" (ausente nos animais) permite que as crianças realizem operações psicológicas bem mais complexas (passa a poder prever, comparar, deduzir etc.).
Como foi possível verificar, na perspectiva esboçada, o domínio da linguagem promove mudanças radicais na criança, principalmente no seu modo de se relacionar com o seu meio, pois possibilita novas formas de comunicação.
Edsangela Oliveira Castro dos Santos.

O construtivismo

A gênese da inteligência segundo Henri Wallon

A gênese da inteligência para Wallon é genética e organicamente social, ou seja, "o ser humano é organicamente social e sua estrura orgânica supõe a intervenção da cultura para se atualizar"(Dantas, 1992)
Realizou mais de duzentas observaçoes de crianças dojentes, casos de retardo, epilepsia, anomalias psicomotoras em geral. Sua psicogenética tem como ponto de partida o patológico. O ser humano é organicamente social.
_ O desenvolvimento intelectual envolve muitomais do que um simples cérebro.
_Foi o primeiro a levar as emoções das crianças para dentro da sala de aula.
_Considera o desenvolvimento da pessoa completa integrada ao meio em que está imersa, com os seus aspectos afetivo, cognitivo e motor também integrados.
_Considera o desenvolvimento da pessoa completa integrada ao meio em que está imersa, com os seus aspectosafetivo, cognitivo e motor também integrados.
_Deste modo baseou suas idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa.

Quanto a afetividade:

_As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa.
_O aluno exterioriza seus desejos e suas vontades.
_Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos rtrdicionais de ensino.
_ A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer.
_ A raiva, a alegria, o medo, a tristeza, e os sentimentos mais profundos ganham função relevante na relação da criança com o meio. (Heloysa Dantas)

Quanto ao movimento:

_ Segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem.
_ Conforme as idéias de Wallon, a escola insiste em imobilizar a criança, limitando justamente a fludez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa.
_ Wallon diz que o sincretismo (mistura de idéias num mesmo plano), bastante comum nessa fase, é fator determinante para o desenvolvimento intelectual, daí se estabelece um ciclo constante de boas e novas descobertas.
_ A construção de eu na eoria de Wallon depende essencialmente do outro.
_ Desta forma é a dimensão motora que dá a condição inicial ao organismo para o desenvolvimento da dimensão afetiva.
_ A criança humana atua primeiro, não no mundo físico, mas no ambiente humano.
_ Os primeiros meses de vida caracterizam-se pelo desenvolvimento rápido completo dos automatismos emocionais responsáveis pela mobilização do meio humano para a satisfação das necessidades dos bebês.
_ Desenvolvimento das funções depende tanto de condições de maturação como de exercícios capazes de desenvolvimento das dimensões motora e afetiva.
_ O desenvolvimento da inteligência se processa em um organismo a priori capaz disso, dependendo para tanto de seu encontro com o meio social.
_ O desenvolvimento não se dá de maneira linear e contínua, mas por integração de novas funções e aquisições as anteriores.
_ Wallon considera a pessoa como um todo.
_ Afetividade, emoções, movimento e espaço físico se encontram num mesmo plano.
O Organismo em desenvolvimento na constituição da pessoa:
_ O desenvolvimento inicia-se na relação do organismo do bebê recém-nascido, essencialmente reflexos, com o meio hunao que as interpreta.
_ São as reações do ambiente humano, representado pela mãe, motivadas pela interpretação da mímica do bebê que permitem distinguir as emoções básicas.
_ Essa mímica não é casual. É um recurso biológico da espécie, essencialmente social, que faz do bebê um ser capaz de produzir, no ambiente humano, ainda representantado pela mãe, um efeito mobilizador para sobreviver.
Wallon admite, a existência de 3 leis que regulam o processo de desenvolvimento da criança em direção ao adulto:
_ LEI DA ALTERNÂNCIA FUNCIONAL: Indica duas direções opostas que se alternam ao longo do desenvolvimento.
_Centrípeta: voltada para a construção do eu.
_Centrífuga: voltada para a elaboração da realidade externa e do universo que a rodeia.
-LEI DA SUCESSÃO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL:
-as três dimensões preponderam, alternadamente, ao longo do desenvolvimento do hom: motora, afetiva e cognita.
-As função motora predomina nos primeiros meses de vida da criança.
- As funções afetivas e cognitivas se alternam ao longo de todo o desenvolvimento, ora visando a formação do eu (predominância afetiva), ora visando o conhecimento do mundo exterior (predominância cognitiva).
-LEI DA SUCESSÃO DA DIFERENCIAÇÃO E INTEGRAÇÃO FUNIONAL:
-São às novas possiblilidades que não sessam nem se sobrepoem às conquistas dos estágios anterioris, mas integram-se a elas no estágio.
- A interação dos três subconjuntos funcionais - motor, afetivo e cognitivo - constitui o último e quarto subconjunto funcional, denominado por Wallon pessoa.
No desenvolvimento da pessoa completa:
-Caminha do seincretismo em direção à diferenciação.
-Movimentos, sentimentos e idéias são a princípio vividos de uma maneira global, até mesmo confusa.
- E aos poucos, tornam-se mais claros e adequados ás necessidades que a situação apresenta.
Segundo Mahoney (2ooo): Desenvolver-se é ser capaz de responder com reações cada vez mais específicas a situações cada vez mais variadas.
Edsangela Oliveira Castro dos Santos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Henri Wallon:
O médico, psicólogo e filósofo francês, revolucionou a educação no século passado ao desenvolver uma teoria que propunha a formação integral da criança, ou seja intelectual, afetiva e social, o que pressupõe que é necessário muito mais que um cérebro para o desenvolvimento intelectual, neste período as teorias da educação acreditavam ser necessária a memória e a erudição como ferramentas máximas na construção do conhecimento; Wallon foi o primeiro a levar as emoções da criança para dentro da escola, sua teoria fundamenta-se em quatro elementos básicos que se interligam: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa, em sua teoria a reprovação era como a negação do ensino. As emoções para ele tem papel fundamental no desenvolvimento humano, pois nelas o aluno exterioriza os desejos e as vontades, universo importante que nas teorias tradicionais de ensino não é levado em consideração; a afetividade é onde se revelam traços importantes da personalidade, pois nela esta explicito o que o outro e o meio produzem na criança, e tendem a propagar seus efeitos no meio social; o movimento, é atraves dele que a criança expressa suas emoções, pela organização do espaço da escola tende-se a limitar este movimento, em estudos realizados pelo pesquisador com crianças entre seis e nove anos, foi possível observar a relação entre o desenvolvimento da inteligência e a diferenciação com a realidade exterior; em seu mundo interior povoado de sonhos e fantasias a criança se confronta com o mundo rela povoado de símbolos e códigos característicos da cultura, neste choque a criança tende a desenvolver sua inteligência;para Wallon o sincretismo é fator presente nesta fase e é determinante para o desenvolvimento intelectual; a construção depende essencialmente do outro tanto como referencia como por negação.

Janete A.Vieth(G1).
Wallon privilegia os valores humanos e a descoberta do conhecimento adquiridos pelo próprio aluno, as regras fazem parte do processo de desenvolvimento onde a ética, a cooperação , o respeito, a solidariedade e a responsabilidade são fundamentais.Estimulando a capacidade crítica e a autonomia do pensamento, para que o conhecimento seja assimilado naturalmente. Para isso trabalha o conteúdo pedagógico por meio de projetos que se complementam pela interdisciplinaridade.A ênfase nas artes, teatro, música e artes plásticas alimenta o desenvolvimento sócio-afetivo dos alunos,sempre aberta a necessidades dos estudantes, a equipe docente e a coordenação pedagógica propõem atividades que diferenciam o dia-a-dia escolar.

Janete A.Vieth (G1).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB
CURSO: Historia- Modalidade EAD
POLO: Barreiras-BA
DISCIPLINA: Psicologia da Educação
ACADEMICA: Ermenisia Nogueira e Joelma Borja





A LINGUAGEM NA VISÃO DE VYGOSTSKY


Muitos animais como cães, gatos, macacos e outros, por possuírem um sistema nervoso desenvolvido podem pensar. Mas, pensam com imagens, com idéias concretas. O cachorro pensa na ave que acabou de caçar. Ao ver seu dono ele corre ao seu encontro. O leitor por certo dirá: “ isto é condicionamento!”. Sim. O pensamento é trabalhado com material memorizado, estocado, arquivado. O que animais como gatos, cães, antropóides e outros não possuem, são idéias abstratas ligadas às palavras.
Tomando o pensamento de VYGOSTSKY, Oliveira ( 1997) introduziu que o pensamento do cérebro humano fundamenta-se na idéia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da Historia social do homem, na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas que o distingui de outros animais. Assim, sendo foi preciso fazer referências que, nos levassem a entender o processo de formação de conceito dentro do desenvolvimento do pensamento e da linguagem. Contudo, faz-se necessário aqui relatar o processo de formação visto por VIGOTSKY na interpretação de Oliveira.
OLIVEIRA ( 1997), afirma que a linguagem humana, sistema simbólico fundamental na mediação entre sujeitos e objeto de conhecimento, tem para Vigostsky, duas funções básicas: O intercambio social e a de pensamento generalizante. Isto é, alem de servir ao propósito de comunicação entre indivíduos a linguagem simplifica e generaliza a experiência, ordenando as instancias do mundo real em categorias conceituais cujo significado é compartilhado pelos usuários dessa linguagem.
Assim, ao utilizar a linguagem para nomear determinado objeto estamos, na verdade, classificando esses objetos numa categoria, numa classe de objetos que tem em comum certos atributos. A utilização da linguagem favorece, assim, processos de abstração e generalização.
Esquematicamente Vigotsky( 1991) imaginou o pensamento e a fala como dois círculos que se cruzam. Nas partes que coincidem, o pensamento e a fala se unem para produzir o que chamamos de pensamento verbal. O pensamento verbal não abrange, de modo algum todas as formas de pensamento ou de fala. Há uma vasta área do pensamento que não mantem relação direta com a fala.
Portanto, conclui-se que a fusão de pensamento e fala, tanto nos adultos como nas crianças, é um fenômeno limitado a uma área circunscrita. O pensamento não-verbal e a fala não- intelectual não participam dessa fusão e é só indiretamente que são afetados pelos processos do pensamento verbal.























































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terça-feira, 10 de agosto de 2010

AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
HISTÓRIA – EAD
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA:
TUTORA PRESENCIAL: Ana Catarina
DISCENTES: Cláudia Santos Braga, Ermenísia Nogueira, Joelma Corrêia, Iara Regina Porto e Maria Aparecida Vasco


AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON




Os conceitos priorizados, decorrentes da teoria de desenvolvimento de Henri Wallon, serão:
Processo de integração em dois sentidos:
- integração organismo-meio
- integração dos conjuntos funcionais
Concepção de afetividade:
- emoções
- sentimentos
- paixão
Evolução da afetividade:
- o papel da afetividade nos diferentes estágios

A posição de Wallon a respeito da importância da afetividade para o desenvolvimento da criança é bem definida. Em sua opinião, ela tem papel imprescindível no processo de desenvolvimento da personalidade e este, por sua vez, se constitui sob a alternância dos domínios funcionais.

Para Henri Wallon, a afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões:
Sua teoria psicogenética dá uma importante contribuição para a compreensão do processo de desenvolvimento e também contribuições para o processo ensino-aprendizagem. Dá subsídios para compreender o aluno e o professor, e a interação entre eles.
Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
Estabelece uma relação fecunda entre Psicologia e Educação da Criança.


A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE HENRI WALLON


Os conceitos, princípios e direções expressos na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon são instrumentos que auxiliam na compreensão do processo de constituição da pessoa, que amplia a compreensão do professor sobre as possibilidades do aluno no processo ensino-aprendizagem e fornece elementos para uma reflexão de como o ensino pode criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas idéias e novos valores.

Assim, na teoria psicogenética de Wallon, o eixo principal no processo de desenvolvimento é a interação, em dois sentidos:
Integração organismo- meio: o desenvolvimento da pessoa se dá a partir da interação do potencial genético, típico da espécie, e uma grande variedade de fatores ambientais;
Integração afetiva-cognitiva-motora: as etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa.

Nesse sentido, para Henri Wallon, a afetividade deve ser distinguida de suas manifestações, diferenciando-se do sentimento, da paixão, da emoção. Em outras palavras, afetividade é o termo utilizado para identificar um domínio funcional abrangente e, nesse domínio funcional, aparecem diferentes manifestações: desde as primeiras, basicamente orgânicas, até as diferenciadas como as emoções, os sentimentos e as paixões.

O seu desenvolvimento depende da ação de dois fatores: o orgânico e o social. Entre esses dois fatores existe uma relação estreita tanto que as condições medíocres de um podem ser superadas pelas condições mais favoráveis do outro. Essa relação recíproca impede qualquer tipo de determinismo no desenvolvimento humano, tanto que “a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias sociais da sua existência, onde a escolha individual não está ausente”(Wallon, 1959, p. 288). Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, esses fatores em suas interações recíprocas modificam tanto as fontes de onde procedem as manifestações afetivas quanto as suas formas de expressão. A afetividade que inicialmente é determinada basicamente pelo fator orgânico passa a ser fortemente influenciada pela ação do meio social. Tanto que Wallon defende uma evolução progressiva da afetividade, cujas manifestações vão se distanciando da base orgânica, tornando-se cada vez mais relacionadas ao social – e isso é visto tanto em 1941, quando ele fez referência à afetividade moral, quanto em suas teorias do desenvolvimento e das emoções, que permitiram evidenciar o social como origem da afetividade.

Enquanto as primitivas manifestações de tonalidade afetiva são reações generalizadas, mal diferenciadas, as emoções, por sua vez, constituem-se em reações instantâneas e efêmeras que se diferenciam em alegria, tristeza, cólera e medo. Já o sentimento e a paixão são manifestações afetivas em que a representação torna-se reguladora ou estimuladora da atividade psíquica. Ambos são estados subjetivos mais duradouros e têm sua origem nas relações com o outro, mas ambos não se confundem entre si.

A afetividade, com esse sentido abrangente, está sempre relacionada aos estados de bem-estar e mal-estar do indivíduo. Assim, podemos afirmar a existência de manifestações afetivas anteriores ao aparecimento das emoções. As primeiras expressões de sofrimento e de prazer que a criança experimenta com a fome ou a saciedade são, do nosso ponto de vista, manifestações com tonalidades afetivas primitivas. Estas manifestações, ainda em estágio primitivo, têm por fundamento o tônus, o qual mantém uma relação estreita com a afetividade durante o processo de desenvolvimento humano, pois o tônus é a base de onde sucedem as reações afetivas.




O PAPEL DA AFETIVIDADE NOS DIFERENTES ESTÁGIOS

Para Wallon a dimensão corporal do desenvolvimento que vai do nascimento até a morte está distribuída em estágios que expressam características da espécie e cujo conteúdo será histórica e culturalmente.

Cada estágio, na teoria de Wallon, é considerado como um sistema completo em si, isto é, a sua configuração e o seu funcionamento revelam a presença de todos os componentes que constituem a pessoa.
Primeiro Estágio – IMPULSIVO-EMOCIONAL - (0 a 1 ano) – O processo ensino-aprendizagem exige respostas corporais, contatos epidérmicos. Através dessa fusão, a criança participa intensamente do ambiente. Iniciando um processo de diferenciação com a ajuda de um adulto;
Segundo Estágio – SENSÓRIO-MOTOR E PROJETIVO - (1 a 3 anos) – O processo ensino-aprendizagem no lado afetivo se revela pela disposição do professor de oferecer diversidade de situações, espaço, para que todos os alunos possam participar igualmente e pela sua disposição de responder às constantes e insistentes indagações na busca de conhecer o mundo exterior, e assim facilitar para o aluno a sua diferenciação em relação aos objetos.
Terceiro Estágio – PERSONALISMO - (3 a 6 anos) - Neste estágio o tipo de afetividade que facilita a aprendizagem comporta oportunidades variadas de convivência com outras crianças de idades diferentes e aceitação dos comportamentos de negação, lembrando que são recursos de desenvolvimento.
Quarto Estágio – CATEGORIAL – (6 a 11 anos) - a organização do mundo em categorias bem definidas possibilita também uma compreensão mais nítida de si mesma, neste sentido a aprendizagem se faz predominantemente pela descoberta de diferenças e semelhanças entre objetos, imagens e idéias. O predomínio é da razão.
Outro ponto importante é saber e aceitar que todo conhecimento novo, não familiar implica, na sua aprendizagem,um período de imperícia, resultante do sincretismo inicial. À medida que ele evolui, a imperícia é substituída pela competência.
· Quinto Estágio – PUBERADE E ADOLESCENCIA – (11 ANOS EM DIANTE) – O processo ensino-aprendizagem facilitador do ponto de vista afetivo é aquele que permite a expressão e discussão dessas diferenças e que elas sejam levadas em consideração, desde que respeitados os limites que garantam relações solidárias.

Não esquecer que em todos os estágios a forma de a afetividade facilitadora se expressar no processo ensino-aprendizagem exige a existência, a colocação de limites. Limites que facilitam o processo ensino-aprendizagem, garantindo o bem estar de todos os envolvidos, são também uma expressão de afetividade.