terça-feira, 17 de agosto de 2010
CURSO: Historia- Modalidade EAD
POLO: Barreiras-BA
DISCIPLINA: Psicologia da Educação
ACADEMICA: Ermenisia Nogueira e Joelma Borja
A LINGUAGEM NA VISÃO DE VYGOSTSKY
Muitos animais como cães, gatos, macacos e outros, por possuírem um sistema nervoso desenvolvido podem pensar. Mas, pensam com imagens, com idéias concretas. O cachorro pensa na ave que acabou de caçar. Ao ver seu dono ele corre ao seu encontro. O leitor por certo dirá: “ isto é condicionamento!”. Sim. O pensamento é trabalhado com material memorizado, estocado, arquivado. O que animais como gatos, cães, antropóides e outros não possuem, são idéias abstratas ligadas às palavras.
Tomando o pensamento de VYGOSTSKY, Oliveira ( 1997) introduziu que o pensamento do cérebro humano fundamenta-se na idéia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da Historia social do homem, na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas que o distingui de outros animais. Assim, sendo foi preciso fazer referências que, nos levassem a entender o processo de formação de conceito dentro do desenvolvimento do pensamento e da linguagem. Contudo, faz-se necessário aqui relatar o processo de formação visto por VIGOTSKY na interpretação de Oliveira.
OLIVEIRA ( 1997), afirma que a linguagem humana, sistema simbólico fundamental na mediação entre sujeitos e objeto de conhecimento, tem para Vigostsky, duas funções básicas: O intercambio social e a de pensamento generalizante. Isto é, alem de servir ao propósito de comunicação entre indivíduos a linguagem simplifica e generaliza a experiência, ordenando as instancias do mundo real em categorias conceituais cujo significado é compartilhado pelos usuários dessa linguagem.
Assim, ao utilizar a linguagem para nomear determinado objeto estamos, na verdade, classificando esses objetos numa categoria, numa classe de objetos que tem em comum certos atributos. A utilização da linguagem favorece, assim, processos de abstração e generalização.
Esquematicamente Vigotsky( 1991) imaginou o pensamento e a fala como dois círculos que se cruzam. Nas partes que coincidem, o pensamento e a fala se unem para produzir o que chamamos de pensamento verbal. O pensamento verbal não abrange, de modo algum todas as formas de pensamento ou de fala. Há uma vasta área do pensamento que não mantem relação direta com a fala.
Portanto, conclui-se que a fusão de pensamento e fala, tanto nos adultos como nas crianças, é um fenômeno limitado a uma área circunscrita. O pensamento não-verbal e a fala não- intelectual não participam dessa fusão e é só indiretamente que são afetados pelos processos do pensamento verbal.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON
HISTÓRIA – EAD
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA:
TUTORA PRESENCIAL: Ana Catarina
DISCENTES: Cláudia Santos Braga, Ermenísia Nogueira, Joelma Corrêia, Iara Regina Porto e Maria Aparecida Vasco
AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON
Os conceitos priorizados, decorrentes da teoria de desenvolvimento de Henri Wallon, serão:
Processo de integração em dois sentidos:
- integração organismo-meio
- integração dos conjuntos funcionais
Concepção de afetividade:
- emoções
- sentimentos
- paixão
Evolução da afetividade:
- o papel da afetividade nos diferentes estágios
A posição de Wallon a respeito da importância da afetividade para o desenvolvimento da criança é bem definida. Em sua opinião, ela tem papel imprescindível no processo de desenvolvimento da personalidade e este, por sua vez, se constitui sob a alternância dos domínios funcionais.
Para Henri Wallon, a afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões:
Sua teoria psicogenética dá uma importante contribuição para a compreensão do processo de desenvolvimento e também contribuições para o processo ensino-aprendizagem. Dá subsídios para compreender o aluno e o professor, e a interação entre eles.
Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
Estabelece uma relação fecunda entre Psicologia e Educação da Criança.
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE HENRI WALLON
Os conceitos, princípios e direções expressos na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon são instrumentos que auxiliam na compreensão do processo de constituição da pessoa, que amplia a compreensão do professor sobre as possibilidades do aluno no processo ensino-aprendizagem e fornece elementos para uma reflexão de como o ensino pode criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas idéias e novos valores.
Assim, na teoria psicogenética de Wallon, o eixo principal no processo de desenvolvimento é a interação, em dois sentidos:
Integração organismo- meio: o desenvolvimento da pessoa se dá a partir da interação do potencial genético, típico da espécie, e uma grande variedade de fatores ambientais;
Integração afetiva-cognitiva-motora: as etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa.
Nesse sentido, para Henri Wallon, a afetividade deve ser distinguida de suas manifestações, diferenciando-se do sentimento, da paixão, da emoção. Em outras palavras, afetividade é o termo utilizado para identificar um domínio funcional abrangente e, nesse domínio funcional, aparecem diferentes manifestações: desde as primeiras, basicamente orgânicas, até as diferenciadas como as emoções, os sentimentos e as paixões.
O seu desenvolvimento depende da ação de dois fatores: o orgânico e o social. Entre esses dois fatores existe uma relação estreita tanto que as condições medíocres de um podem ser superadas pelas condições mais favoráveis do outro. Essa relação recíproca impede qualquer tipo de determinismo no desenvolvimento humano, tanto que “a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias sociais da sua existência, onde a escolha individual não está ausente”(Wallon, 1959, p. 288). Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, esses fatores em suas interações recíprocas modificam tanto as fontes de onde procedem as manifestações afetivas quanto as suas formas de expressão. A afetividade que inicialmente é determinada basicamente pelo fator orgânico passa a ser fortemente influenciada pela ação do meio social. Tanto que Wallon defende uma evolução progressiva da afetividade, cujas manifestações vão se distanciando da base orgânica, tornando-se cada vez mais relacionadas ao social – e isso é visto tanto em 1941, quando ele fez referência à afetividade moral, quanto em suas teorias do desenvolvimento e das emoções, que permitiram evidenciar o social como origem da afetividade.
Enquanto as primitivas manifestações de tonalidade afetiva são reações generalizadas, mal diferenciadas, as emoções, por sua vez, constituem-se em reações instantâneas e efêmeras que se diferenciam em alegria, tristeza, cólera e medo. Já o sentimento e a paixão são manifestações afetivas em que a representação torna-se reguladora ou estimuladora da atividade psíquica. Ambos são estados subjetivos mais duradouros e têm sua origem nas relações com o outro, mas ambos não se confundem entre si.
A afetividade, com esse sentido abrangente, está sempre relacionada aos estados de bem-estar e mal-estar do indivíduo. Assim, podemos afirmar a existência de manifestações afetivas anteriores ao aparecimento das emoções. As primeiras expressões de sofrimento e de prazer que a criança experimenta com a fome ou a saciedade são, do nosso ponto de vista, manifestações com tonalidades afetivas primitivas. Estas manifestações, ainda em estágio primitivo, têm por fundamento o tônus, o qual mantém uma relação estreita com a afetividade durante o processo de desenvolvimento humano, pois o tônus é a base de onde sucedem as reações afetivas.
O PAPEL DA AFETIVIDADE NOS DIFERENTES ESTÁGIOS
Para Wallon a dimensão corporal do desenvolvimento que vai do nascimento até a morte está distribuída em estágios que expressam características da espécie e cujo conteúdo será histórica e culturalmente.
Cada estágio, na teoria de Wallon, é considerado como um sistema completo em si, isto é, a sua configuração e o seu funcionamento revelam a presença de todos os componentes que constituem a pessoa.
Primeiro Estágio – IMPULSIVO-EMOCIONAL - (0 a 1 ano) – O processo ensino-aprendizagem exige respostas corporais, contatos epidérmicos. Através dessa fusão, a criança participa intensamente do ambiente. Iniciando um processo de diferenciação com a ajuda de um adulto;
Segundo Estágio – SENSÓRIO-MOTOR E PROJETIVO - (1 a 3 anos) – O processo ensino-aprendizagem no lado afetivo se revela pela disposição do professor de oferecer diversidade de situações, espaço, para que todos os alunos possam participar igualmente e pela sua disposição de responder às constantes e insistentes indagações na busca de conhecer o mundo exterior, e assim facilitar para o aluno a sua diferenciação em relação aos objetos.
Terceiro Estágio – PERSONALISMO - (3 a 6 anos) - Neste estágio o tipo de afetividade que facilita a aprendizagem comporta oportunidades variadas de convivência com outras crianças de idades diferentes e aceitação dos comportamentos de negação, lembrando que são recursos de desenvolvimento.
Quarto Estágio – CATEGORIAL – (6 a 11 anos) - a organização do mundo em categorias bem definidas possibilita também uma compreensão mais nítida de si mesma, neste sentido a aprendizagem se faz predominantemente pela descoberta de diferenças e semelhanças entre objetos, imagens e idéias. O predomínio é da razão.
Outro ponto importante é saber e aceitar que todo conhecimento novo, não familiar implica, na sua aprendizagem,um período de imperícia, resultante do sincretismo inicial. À medida que ele evolui, a imperícia é substituída pela competência.
· Quinto Estágio – PUBERADE E ADOLESCENCIA – (11 ANOS EM DIANTE) – O processo ensino-aprendizagem facilitador do ponto de vista afetivo é aquele que permite a expressão e discussão dessas diferenças e que elas sejam levadas em consideração, desde que respeitados os limites que garantam relações solidárias.
Não esquecer que em todos os estágios a forma de a afetividade facilitadora se expressar no processo ensino-aprendizagem exige a existência, a colocação de limites. Limites que facilitam o processo ensino-aprendizagem, garantindo o bem estar de todos os envolvidos, são também uma expressão de afetividade.
sábado, 7 de agosto de 2010
Concepção cognitiva de Heri Wallon
UNIV ERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
CURSO: LICENCIATURA EM HISTORA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA FORMADORA: Maria Celeste Ramos
ACADÊMICA: Genilda Rocha, Gisela, Noely, Maria José Matos, Silvana Moura,
Concepção cognitiva de Heri Wallon
Heri Wallon(1879-1962), filósofo, médico, psicólogo e político, de nacionalidade francesa se preocupou em estudar o desenvolvimento cognitivo da criança, e fez com que envolvesse sua teoria científica com o lado social,o qual se envolveu em toda sua trajetória. O período de revolução social entre 1ª e 2ª guerra mundial, participou de vários movimentos relacionados a educação com participação de debates, sua visão como médico e psicólogo.
Este afirma que o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura para se atualizar. Essa concepção inclui o ambiente social e os aspectos biológicos em sua relação de reciprocidade e interdependência; sendo que Wallon também considerou a interação do indivíduo com o meio de forma mais abrangente do contexto social, familiar e cultural.
O meio é fator imprescindível ao desenvolvimento do indivíduo interagir de maneira recíproca, através de estímulos que o meio proporciona. Cada etapa do desenvolvimento é diferente, tudo acontece em conjunto, (afetivo, cognitivo e motor). O desenvolvimento não ocorre de forma linear, mas por conflitos, contradições resultado da maturação orgânica e das condições ambientais.
A comunicação humana fator imprescindível no desenvolvimento da linguagem.
Acriança segundo Wallon estabelece uma relação simbiótica desde o ventre da mãe (durante a concepção), ela recebe sangue, alimento oxigênio, hormônios, evolução somática ETc. (assim comprova a dualidade do ser humano na comunicação). A criança reage por estímulos. Na vida intra-uterina, o feto ainda dependente da mãe para sua autoconstrução, regula o crescimento excessivo de seus órgãos graças às glândulas endócrinas, provoca situações de movimentos involuntários (um susto, um choro, por exemplo).
Logo depois essa relação é cortada no parto-mãe-bebê, a criança agora tem que desenvolver autonomia respiratória, alémdepassara depender diretamente da mãe ou dos cuidados de outros para, mudar de posição, saciar a fome, sede, manter-se limpa, ser acolhida, acalmada, dentre outras necessidades, que só pode ser pela comunicação dos movimentos não intencionais. Wallon afirma que o meio não pode ser o mesmo em todas as idades da criança. É o conjunto dos estímulos sobre os quais exerce e se regula sua atividade. Cada etapa é ao mesmo tempo um momento da evolução mental e um tipo de comportamento (Wallon,1995).
Ele enfoca o desenvolvimento humano numa perspectiva global, ou seja, nos domínios, afetivos, cognitivos e motor ( a “psicogênese da pessoa completa”). Segundo Wallon o desenvolvimento na criança não ocorre deforma linear, mas de forma contraditória, descontínua, marcado por conflitos, alguns problemas que poderiam surgir na infância são reaparecidos na fase adulta, ou idosa do indivíduo, ganhando novos sentidos de acordo com as diferentes condições do sujeito. Assim o desenvolvimento humano se dá deforma progressiva, em que sucede oura cognitiva, ora afetiva.
São cinco os estágios do desenvolvimento humano,proposto por Wallon cada qual com a sua especificidade: primeiro estágio considerado impulso emocional( 1ºano de vida período afetivo emocional); segundo estágio o sensório-motor e projetivo(predomínio cognitivo, vai até o 3º ano, a criança se interessa em explorar o mundo físico palpável,concreto); o personalismo (03 aos 06 anos) desenvolvimento da personalidade, construção da consciência de si (predomínio afetivo), o estágio categorial, cuja ênfase é dada ao avanço do progresso intelectual interesse, conhecimento conquista do mundo exterior (predomínio do mundo cognitivo). Por fim o estágio da adolescência, quando a crise da puberdade, impõe necessidades de novos contornos da personalidade, em função das mudanças corporais, trazendo a tona questões pessoais, morais, existenciais, retomando predominância da afetividade.
A comunicação para Wallon ocorre no bebê, através da emoção que se encontra na origem da consciência conduzindo a passagem do mundo orgânico para o social, e do plano fisiológico para o psíquico. Wallon defende também que as emoções são reações organizadas e que se exercem reguladas pelo sistema nervoso central situado na região sob-cortical do cérebro.
Antes os movimentos do bebê ocorrem de forma não intencional (choro, gritos, gestos), nesses comportamentos, as pessoas interpretam a favor e reações também a favor do bebê.
Fundamentado no artigo extraído do ambiente: Adrianne Ogêda Guedes.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Henri Wallon
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
AUTORIZAÇÃO N.º 9293/86 – RECONHECIMENTO: PORTARIA N.º 909/95,DOU 01.08.95
GABINETE DA REITORIA GESTÃO DOS PROJETOS E ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA
Acadêmicas :Aglaura Ceres
Romênia Barbosa
Rosana Silva Santos
Henri Wallon, em sua teoria teve forte contribuição na formação dos educadores e dos seres humanos.Baseou-se em estudos do ser humano especialmente da criança pequena,num período conflitante entre a 1º e 2º guerra mundial . Inicialmente fez observações em crianças anormais ,o que aguçou a sua curiosidade em compreender as manifestações comportamentais das outras crianças ,visando investigar o psiquismo humano colocando a consciência como condição de partida , e o organismo como condição do pensamento.
Em seus estudos Wallon, utilizou-se do processo de observação para compreender as etapas de desenvolvimento da criança contextualizada, possibilitando assim, a relação desta com o meio que contribuem diretamente para o avanço das experiências vivenciadas pela criança .
Nesta vertente, Wallon classifica o estudo da criança contextualizada, para cada idade estabelece um tipo particular de interações entre o sujeito e seu ambiente. Os aspectos físicos do espaço , as pessoas próximas , a linguagem , e os conhecimentos próprios a cada cultura , formam o contexto do desenvolvimento.
Assim, não é possível definir um limite terminal para o desenvolvimento da inteligência, nem tampouco da pessoa, depende das condições oferecidas pelo meio e do grau de apropriação que o sujeito fizer delas.
Assim, o desenvolvimento infantil é um processo pontuado por conflitos, sendo de origem exógena, endógena. Wallon vê o desenvolvimento da pessoa como uma construção progressiva em que se sucedem fases com predominância alternadamente afetiva e cognitiva. Desta forma, Wallon define o desenvolvimento humano a partir dos estágios proposto pela a psicogenética.
Para wallon ,o desenvolvimento é um processo de evolução dinâmico ,sempre em movimento e sofrendo mudanças quantitativas a partir de uma base material .Esse desenvolvimento acontece através de etapas cada qual com suas características especificadas .
Período da vida intra-uterina (gestação): total dependência fisiológica ,marcada por reações motoras .Dependem totalmente da mãe .
Período sensório-motor (2ºano):predomina a exploração do mundo físico , a criança começa a andar e falar .
Período da puberdade e da adolescência (antes da idade adulta):Crise comparada à dos 3 anos com o retorno da atenção sobre sua própria pessoa.
Período da fase adulta: a pessoa atinge um certo equilíbrio entre o desenvolvimento emocional e o intelectual. A personalidade da criança é única e sua construção se dá nos primeiros anos de vida.
A base deste desenvolvimento dará estruturação à infância, adolescência, juventude e vida adulta. Por este motivo, é tão importante o cuidado das crianças em seu desenvolvimento emocional saudável.
O Educador tem responsabilidade na formação da personalidade da criança. Sendo assim, a personalidade do educador pode influenciar na personalidade da criança. E para que esta influência seja saudável é necessário que o Educador esteja preparado para o exercício desta profissão, uma vez que, passará valores pessoais a criança, que o imitará como procedimento natural dessa fase. É fundamental que o Educador tenha valores bem definidos para servirem de exemplos aos alunos.
A Teoria das Emoções é de grande importância na obra de Wallon. Segundo o autor, a emoção é a exteriorização da afetividade, um fato fisiológico nos seus componentes humorais e motores e, ao mesmo tempo, um comportamento social na sua função de adaptação do ser humano ao seu meio:
...As emoções, são a exteriorização da afetividade(....) Nelas que assentam os exercícios gregários, que são uma forma primitiva de comunhão e de comunidade. As relações que elas tornam possíveis afinam os seus meios de expressão, e fazem deles instrumentos de sociabilidade cada vez mais especializados. (Wallon, 1995, p. 143)
As emoções são instantâneas e diretas e podem expressar–se como verdadeiras descargas de energia. Quando isto ocorre, elas têm o poder de se sobrepor ao raciocínio e ao conhecimento.
A afetividade evolui conforme as condições maturacionais de cada pessoa e com formas de expressões diferenciadas, que se configuram como um conjunto de significados que o indivíduo adquire nas relações com o meio, com a cultura, ao longo da vida. Os significados representam para cada pessoa as diferentes situações e experiências vivenciadas num determinado momento e ambiente social. Por este motivo afetividade não permanece imutável ao longo da trajetória da pessoa.
A afetividade corresponde à energia que mobiliza o ser em direção ao ato, enquanto a inteligência corresponde ao poder estruturante que o modela a partir dos esquemas disponíveis naquele momento.
Para Wallon, a emoção precede nitidamente o aparecimento das condutas do tipo cognitivo e é um processo corporal que, quando intenso, pode impulsionar a consciência a se voltar para as alterações proprioceptivas, prejudicando a percepção do exterior. Em virtude de seu poder de sobrepor-se à preponderância da razão, é necessário, segundo Wallon, manter-se uma “baixa temperatura emocional” para que se possa trabalhar as funções cognitivas.
Wallon chama de humanismo ampliado a concepção que implica a plena realização do homem em cada indivíduo. O homem completo só é concebido em sua forma universal atribuindo-lhe o poder de compreender, ponderar e escolher.
Uma educação humanista, segundo Wallon, deve considerar todas as disposições que constituem o homem completo, mesmo estando desigualmente repartidas entre os indivíduos, pois qualquer indivíduo potencialmente pode se desenvolver em qualquer direção, a depender de seu aparato biológico e das condições em que vive.
Segundo Wallon, como uma aptidão só se manifesta se encontrar ocasião favorável e objetos que lhes respondam. Muitas aptidões novas poderiam manifestar-se no encontro das necessidades psicológicas das crianças e as necessidades crescentes da sociedade.
Assim, o acesso à cultura é função primordial da educação formal, pois ela é a expressão do florescimento das criações e das aptidões do homem genérico, universal, sejam manuais, corporais, estéticas, intelectuais ou morais.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Psicogênese da Pessoa Completa
Para Wallon há três campos que se cruzam:
Motricidade
Cognição
Emoção
ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO SEGUNDO WALLON
O estágio de desenvolvimento segundo Wallon é marcado por Rupturas (reelaboração dos estágios).
1. Estágio Impulsivo – Emocional (0 à 1 ano)
2. Estágio Sensorio-Motor e projetivo (1 – 3 anos)
3. Estágio Personalista (mais ou menos 3 às 6 anos)
4. Estágio Categorial (mais ou menos 7 à 11 anos)
5. Adolescência (mais ou menos 12 anos)
1.ESTÁGIO IMPULSIVO (0 à 1 ano)Tem como principal característica a inabilidade de sobrevivência agindo sobre meio humano. Nessa fase há o predomínio da EMOÇÃO
2. ESTÁGIO SENSORIO-MOTOR E PROJETIVO (+OU – 1 à 3anos) A criança nessa fase começa a andar e a explorar o ambiente por essa razão ela está voltada ao mundo externo. Havendo, portanto o predomínio da COGNIÇÃO. Fase mediada pela linguagem.
3.ESTÁGIO PERSONALISTA (+ ou – 3 à 6 anos) A criança vivencia uma crise de autonomia. Desenvolvimento da sua personalidade. Fase marcada pela crise do EU e do MEU. Predomínio da EMOÇÃO.
4. ESTÁGIO CATEGORIAL (+ ou – 7 à 11 anos) A criança está voltada ao mundo outra vez. O aparecimento da leitura e o desenvolvimento do esporte é o predominante nessa fase. Se há o predomínio físico, há também o predomínio da COGNIÇÃO.
5. ADOLESCÊNCIA (+ OU – 12 ANOS)Vive-se a crise de identidade marcada pela expulsão do outro. O adolescente passa a ignorar a vontade os pais e se contrapor a ela como se o expulsasse deles toda vontade que não veio dele. Há portanto um predomínio da EMOÇÃO. Para Wallon haverá sempre EMOÇÃO, COGNIÇÃO durante todo processo de aprendizagem humana. Para Wallon, a EMOÇÃO tem o papel de ativar o comportamento. Para a EMOÇÃO existir há um controle FISIOLOGICO que são sentidos diretamente no corpo. A EMOÇÃO é uma herança FILOGÊNETICA ela garante a sobrevivência da espécie.
Só há cognição por conta do Biológico a EMOÇÃO é física. A EMOÇÃO negada pelo social é sentimento. “Só há razão porque há emoção”
EX: BIOLOGICO – Emoção
SOCIAL – Socialização
PSICOLOGICO – Afetividade (razão)
Grupo:
Edsangela Oliveira Castro
Heleneide Evaristo de Miranda
Luzimar Camilo
Neuman Cristina Fernandes Lima
Uedva Batista Sena dos Santos
Movimento
RITA DIAS