COMO É POSSÍVEL ALCANÇAR O CONHECIMENTO?
lembrando que para Piaget a palavra conhecimento não significa a mesma coisa, como nós a usamos normalmente.Para ele conhecer estruturar,organizar e explicar pela experiência. Este é considerado um dos pontos principais da teoria de Piaget.
Conhecer acontece a partir da vivência, e que uma exclui nem substitua a outra.
Não há conhecimento sem conceitos, conforme Piaget.
Para ele, o conhecimento se dá a partir de uma açaõ da pessoa sobre o meio passando sempre pela experiência,pelo vivido.
A significação é o resultado da possibilidade de assimilação.O conhecimento implica sistema de significaçaõ.
O sujeito do conhecimento, para Piaget é o sujeito epistêmico- um sujeito ideal-comparavel ao sujeito da Biologia ou da Medicina.E este sujeito epistêmico é o sujeito do conhecimento- que par Piaget é o sujeito da epistemologia.
Continuando com o texto , para Piaget há analogia entre a forma como a criança constroi sua realidade(experiência vivida) e a forma como o cientista constroi a Física-expressando níveis diferentes da capacidade humana de conhecer.Daí Piaget chamr de epistemologia a sua teoria do conhecimento, pois explica da mesma forma como é possível o conhecimento , pois explica da mesma forma como é possível o conhecimento, em termos gerais e como é possível o conhecimento cientifico.
A teoria do conhecimento de Piaget é conhecida como epistemologia genética. Além de explicar como é possil[vel o conhecimento de um adulto,Piaget discute as condições para que o bebê chegue ao conhecimento possível na vida adulta .Para ele a capacidade de conhecer é resultado de trocas(interação) entre organismo e o meio-sem essa troc a capacidade de conhecer não se controi.
A teoria de Piaget é biológica por isso os conceitos inferiores e superiores não são encaradas pela ótica sócio-cultural.Inferior e superior correspondem a etapas da construção da capacidade de conhecer do ser humano-vai ndo nível mais elementar das trocas entre organismo e o meio até o nível das trocas símbólicas que, por sua vez, se estabelecem a nível consciente ou não.
A teoria de Piaget há três tipos de estruturas no organismo humano:
.as estruturas totalmente programadas;
.estruturas parcialmente programadas;
.estruturas nada programadas;
Aqui Piaget aborda uma noção nova a de estrutura organica nada nada programada, o organismo humano traria, no genoma, possibilidades que poderiam ou não atualizar-se, em função da solicitação do meio.
Para Piaget as estruturas mentais (orgânicas) são específicas para o ato de conhecer -= não estão programadas no genoma - sua construção vai depender das solicitações do meio.
A troca organismo e meio, ou interação se dá pelo processo de adaptação com os dois plos- assimilação e acomodação. Essa interação acontece em diferentes níveis desde os mais elementares até o das trocas simbólicas ao níveol das artes e da Filosofia.
A adaptação passa por uma evolução na obra de Piaget primeiro passa pelo sentido próprio da Biologia, o segundo Piaget chama de equilibração majorante, e num terceiro momento dá-se a abstração reflexiva que engloba o processo dialético propiciando o crescimento humano e a socialização.
Piaget considera que a adaptação do ser humano ao meio se dá através da ação. A ação é um elemento nuclear da teoria piagetiana, diz Zélia, já que é responável pela interação meio - x- organismo =- que se realiza através da adaptação.
A açaõ acontece, segundo Piaget, graças á construção que faz de esquemas motores.A criança ao nascer age por reflexos.E a partir dos reflex constroi o que Piaget chama de esquema de motor.
Os esquemas motores são a condição do individuo no meio- e assim a criança organiza ou estrutura sua experiência-chegando ao significado.Os esquemas motores também são responsaveis pela organização interna(nível neurológico).Por essa atividade motora a criança age no mundo, organizando este mundo e estruturando-o-concomitantemente, se dá a construção(interna) das estruturas mentais.
UÉDVA BATISTA SENA DOS SANTOS
terça-feira, 13 de julho de 2010
Vygotsky
Apesar da vida breve, Vygotsky foi autor de uma obra muito importante, junto com seus colaboradores Alexander Luria e Alexei Leontiev - eles foram responsáveis pela disseminação dos textos de Vygostky, muitos deles destruídos com a ascenção de Stálin ao Kremlin; devido à censura soviética seus trabalhos ganharam dimensão há pouco tempo, inclusive dentro da Rússia. No ocidente, seu livro Pensamento e Linguagem foi lançado apenas em 1962 nos Estados Unidos.
Seus primeiros estudos foram voltados para a psicologia da arte. Extremamente culto, tinha entre seus amigos o grande cineasta Sergei Eisenstein, admirador de seu trabalho.
O contexto em que viveu Vygotsky ajuda a explicar o rumo que seu trabalho iria tomar. Suas idéias foram desenvolvidas na União Soviética saída da Revolução Russa de 1917 e refletem o desejo de reescrever a psicologia, com base no materialismo marxista, e construir uma teoria da educação adequada à nova realidade social emergida da revolução. O projeto ambicioso e a constante ameaça da morte (a tuberculose se manifestou desde os 19 anos de idade e foi responsável por sua morte prematura) deram ao seu trabalho, abrangente e profundo, um caráter de urgência.
Para Vygotsky, o que nos torna humanos é a capacidade de utilizar instrumentos simbólicos - e, ter assim, uma mediação simbólica ao nos expressarmos - para complementar nossa atividade, que tem bases biológicas. Em um pequeno artigo sobre o jogo infantil, diz que as formas tipicamente humanas de pensar surgem, por exemplo, quando uma criança pega um cabo de vassoura e o transforma em um cavalo, ou em um fuzil, ou em uma árvore. Os chimpanzés, por mais inteligentes que sejam, podem no máximo utilizar o cabo de vassoura para derrubar bananas, por exemplo, e jamais para criar uma situação imaginária. Nesse sentido, a presença dos signos tem grande relevância em sua teoria, visto que é através deles que, introspectivamennte, o ser humano se torna apto a resolver problemas psicológicos. Com o processo de internalização, tornamo-nos capazes de transformar marcas externas em processos internos de mediação. O que nos torna humanos, segundo Vygotsky, é a capacidade que tem o sujeito de imaginar.
A linguagem é uma espécie de "cabo de vassoura" muito especial, capaz de transformar decisivamente os rumos de nossa atividade. Quando aprendemos a linguagem específica de nosso meio sociocultural, transformamos radicalmente os rumos de nosso próprio desenvolvimento. Assim, podemos ver como a visão de Vygotsky dá importância à dimensão social, interpessoal, na construção do sujeito psicológico.
Suas pesquisas sobre aprendizagem tiveram em sua maior parte enfoque na Pedagogia. Os processos de desenvolvimento chamaram a atenção de Vygotsky, que sempre procurou o surgimento de novas formas de organização psicológica, ao invés de reduzir a estrutura de aprendizagem a elementos constitutivos.
Na área educacional, a influência de Vygotsky também vem crescendo cada vez mais e dando origem a experiências das mais diversas. Não existe um método Vygotsky. Como Piaget, o psicólogo bielo-russo é mais uma fonte de inspiração do que um guia para os pedagogos.
As obras de Vygotsky incluem alguns conceitos que se tornaram incontornáveis na área do desenvolvimento da aprendizagem. Um dos conceitos mais importantes é o de Zona de desenvolvimento proximal, que se relaciona com a diferença entre o que a criança consegue aprender sozinha e aquilo que consegue aprender com a ajuda de um adulto. A Zona de desenvolvimento proximal é, portanto, tudo o que a criança pode adquirir em termos intelectuais quando lhe é dado o suporte educacional devido. Este conceito será, posteriormente desenvolvido por Jerome Bruner, sendo hoje vulgarmente designado por etapa de desenvolvimento. Outra contribuição vygotskiana de relevo foi a relação que estabelece entre pensamento e linguagem, desenvolvida no seu livro "Pensamento e Linguagem".
O conceito de síntese também pode ser encontrado largamente em sua obra. O autores Piaget e Vygotsky definem a síntese não apenas como a soma ou a justaposição de dois ou mais elementos, e sim como a emergência de um produto totalmente novo gerado a partir da interação entre elementos anteriores.
Seus primeiros estudos foram voltados para a psicologia da arte. Extremamente culto, tinha entre seus amigos o grande cineasta Sergei Eisenstein, admirador de seu trabalho.
O contexto em que viveu Vygotsky ajuda a explicar o rumo que seu trabalho iria tomar. Suas idéias foram desenvolvidas na União Soviética saída da Revolução Russa de 1917 e refletem o desejo de reescrever a psicologia, com base no materialismo marxista, e construir uma teoria da educação adequada à nova realidade social emergida da revolução. O projeto ambicioso e a constante ameaça da morte (a tuberculose se manifestou desde os 19 anos de idade e foi responsável por sua morte prematura) deram ao seu trabalho, abrangente e profundo, um caráter de urgência.
Para Vygotsky, o que nos torna humanos é a capacidade de utilizar instrumentos simbólicos - e, ter assim, uma mediação simbólica ao nos expressarmos - para complementar nossa atividade, que tem bases biológicas. Em um pequeno artigo sobre o jogo infantil, diz que as formas tipicamente humanas de pensar surgem, por exemplo, quando uma criança pega um cabo de vassoura e o transforma em um cavalo, ou em um fuzil, ou em uma árvore. Os chimpanzés, por mais inteligentes que sejam, podem no máximo utilizar o cabo de vassoura para derrubar bananas, por exemplo, e jamais para criar uma situação imaginária. Nesse sentido, a presença dos signos tem grande relevância em sua teoria, visto que é através deles que, introspectivamennte, o ser humano se torna apto a resolver problemas psicológicos. Com o processo de internalização, tornamo-nos capazes de transformar marcas externas em processos internos de mediação. O que nos torna humanos, segundo Vygotsky, é a capacidade que tem o sujeito de imaginar.
A linguagem é uma espécie de "cabo de vassoura" muito especial, capaz de transformar decisivamente os rumos de nossa atividade. Quando aprendemos a linguagem específica de nosso meio sociocultural, transformamos radicalmente os rumos de nosso próprio desenvolvimento. Assim, podemos ver como a visão de Vygotsky dá importância à dimensão social, interpessoal, na construção do sujeito psicológico.
Suas pesquisas sobre aprendizagem tiveram em sua maior parte enfoque na Pedagogia. Os processos de desenvolvimento chamaram a atenção de Vygotsky, que sempre procurou o surgimento de novas formas de organização psicológica, ao invés de reduzir a estrutura de aprendizagem a elementos constitutivos.
Na área educacional, a influência de Vygotsky também vem crescendo cada vez mais e dando origem a experiências das mais diversas. Não existe um método Vygotsky. Como Piaget, o psicólogo bielo-russo é mais uma fonte de inspiração do que um guia para os pedagogos.
As obras de Vygotsky incluem alguns conceitos que se tornaram incontornáveis na área do desenvolvimento da aprendizagem. Um dos conceitos mais importantes é o de Zona de desenvolvimento proximal, que se relaciona com a diferença entre o que a criança consegue aprender sozinha e aquilo que consegue aprender com a ajuda de um adulto. A Zona de desenvolvimento proximal é, portanto, tudo o que a criança pode adquirir em termos intelectuais quando lhe é dado o suporte educacional devido. Este conceito será, posteriormente desenvolvido por Jerome Bruner, sendo hoje vulgarmente designado por etapa de desenvolvimento. Outra contribuição vygotskiana de relevo foi a relação que estabelece entre pensamento e linguagem, desenvolvida no seu livro "Pensamento e Linguagem".
O conceito de síntese também pode ser encontrado largamente em sua obra. O autores Piaget e Vygotsky definem a síntese não apenas como a soma ou a justaposição de dois ou mais elementos, e sim como a emergência de um produto totalmente novo gerado a partir da interação entre elementos anteriores.
Piaget e a Psicologia Sócio - Interacionista
Piaget e a Psicologia Sócio-Interacionista
Após apresentar as concepções de aprendizagem de cunho mecanicista (empirista) e idealista (racionalista), cumpre averigüar se existem, na Psicologia, formulações que as superem.
Becker (1993), denomina uma terceira concepção epistemológica, que supera as anteriores, de interacionismo, construtivismo ou de dialética. Para esse estudioso, é possível aproximar autores como Piaget, Paulo Freire, Freud, Vygotsky, Wallon, Luria, Baktin e Freinet, porque todos eles têm um ponto em comum: a ação do sujeito, tratada freqüentemente como prática ou práxis, colocada no cerne do processo de aprendizagem.
A perspectiva epistemológica do interacionismo, representada pelo pensamento de Piaget, é uma síntese do empirismo e do racionalismo. O autor põe em xeque as idéias de que o conhecimento nasce com o indivíduo ou é dado pelo meio social. Afirma que o sujeito constrói o conhecimento na interação com o meio físico e social, e essa construção vai depender tanto das condições do indivíduo como das condições do meio.
(DARSIE, 1999 Uniciências, v3: 9-21. ).
Pode-se perceber pela citação acima pensamento de Piaget, parte do pressuposto de que, a produção do conhecimento acontece pela interação entre o sujeito e o meio.
A idéia central da teoria de Piaget é a de que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos, nem de uma ampla programação inata, pré-formada no sujeito, – embora sua teoria baseie-se na existência de alguns elementos inatos – mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas, as quais são resultantes da relação sujeito x objeto, onde um dos termos não se opõe ao outro, mas se solidarizam, formando um todo único. Assim, no que tange a uma concepção de aprendizagem, Piaget discorda das concepções anteriormente discutidas tendo sido essas discussões exaustivamente expressas em toda a sua obra. Embora ele negue que sua obra se constitua em uma teoria de aprendizagem, classificando-a como uma teoria do desenvolvimento, admite o seu uso para o entendimento do processo de aprendizagem (GIUSTA, 1985 Educ.Rev. Belo Horizonte, v.1: 24-31).
A Epistemologia Genética defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da sua vida. Para Piaget, a aprendizagem é um processo que começa no nascimento e acaba na morte. A aprendizagem dá-se através do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, resultando em adaptação. Segundo este esquema, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem uma estrutura mental que não está "vazia", precisa adaptar esses dados à estrutura mental já existente. Uma vez que os dados são adaptados a si, dá-se a acomodação. Para Piaget, o homem é o ser mais adaptável do mundo. Este esquema revela que nenhum conhecimento nos chega do exterior sem que sofra alguma alteração pela nossa parte. Ou seja, tudo o que aprendemos é influenciado por aquilo que já tinhamos aprendido. Tornou-se um dos homens mais dedicados do mundo com o interacionismo de Lev Vygotsky. Piaget somente veio a conhecer as pesquisas de Vygotsky muito depois da morte deste. Originalmente um biólogo, com a especialização em moluscos do Lago Genebra, fez seus estudos de psicologia do desenvolvimento inicialmente observando como seus filhos cresciam e entrevistando milhares de outras crianças.
"Com efeito a vida é uma criação contínua de formas cada vez mais complexas e um equilíbrio progressivo entre essas formas e o meio. Dizer que a inteligência é um caso particular de adaptação biológica é, pois supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato" (Piaget, 1991:10)
Esta continuidade, citada por Piaget, assume significado a partir da estrutura anatômica e morfológica, passando pelos sistemas de reflexos que levam aos hábitos e associações adquiridos que dão origem, por sua vez, à inteligência prática ou sensório motora e, por fim, à inteligência refletida não importante dentro do cenário escolar e universitário.
Após apresentar as concepções de aprendizagem de cunho mecanicista (empirista) e idealista (racionalista), cumpre averigüar se existem, na Psicologia, formulações que as superem.
Becker (1993), denomina uma terceira concepção epistemológica, que supera as anteriores, de interacionismo, construtivismo ou de dialética. Para esse estudioso, é possível aproximar autores como Piaget, Paulo Freire, Freud, Vygotsky, Wallon, Luria, Baktin e Freinet, porque todos eles têm um ponto em comum: a ação do sujeito, tratada freqüentemente como prática ou práxis, colocada no cerne do processo de aprendizagem.
A perspectiva epistemológica do interacionismo, representada pelo pensamento de Piaget, é uma síntese do empirismo e do racionalismo. O autor põe em xeque as idéias de que o conhecimento nasce com o indivíduo ou é dado pelo meio social. Afirma que o sujeito constrói o conhecimento na interação com o meio físico e social, e essa construção vai depender tanto das condições do indivíduo como das condições do meio.
(DARSIE, 1999 Uniciências, v3: 9-21. ).
Pode-se perceber pela citação acima pensamento de Piaget, parte do pressuposto de que, a produção do conhecimento acontece pela interação entre o sujeito e o meio.
A idéia central da teoria de Piaget é a de que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos, nem de uma ampla programação inata, pré-formada no sujeito, – embora sua teoria baseie-se na existência de alguns elementos inatos – mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas, as quais são resultantes da relação sujeito x objeto, onde um dos termos não se opõe ao outro, mas se solidarizam, formando um todo único. Assim, no que tange a uma concepção de aprendizagem, Piaget discorda das concepções anteriormente discutidas tendo sido essas discussões exaustivamente expressas em toda a sua obra. Embora ele negue que sua obra se constitua em uma teoria de aprendizagem, classificando-a como uma teoria do desenvolvimento, admite o seu uso para o entendimento do processo de aprendizagem (GIUSTA, 1985 Educ.Rev. Belo Horizonte, v.1: 24-31).
A Epistemologia Genética defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da sua vida. Para Piaget, a aprendizagem é um processo que começa no nascimento e acaba na morte. A aprendizagem dá-se através do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, resultando em adaptação. Segundo este esquema, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem uma estrutura mental que não está "vazia", precisa adaptar esses dados à estrutura mental já existente. Uma vez que os dados são adaptados a si, dá-se a acomodação. Para Piaget, o homem é o ser mais adaptável do mundo. Este esquema revela que nenhum conhecimento nos chega do exterior sem que sofra alguma alteração pela nossa parte. Ou seja, tudo o que aprendemos é influenciado por aquilo que já tinhamos aprendido. Tornou-se um dos homens mais dedicados do mundo com o interacionismo de Lev Vygotsky. Piaget somente veio a conhecer as pesquisas de Vygotsky muito depois da morte deste. Originalmente um biólogo, com a especialização em moluscos do Lago Genebra, fez seus estudos de psicologia do desenvolvimento inicialmente observando como seus filhos cresciam e entrevistando milhares de outras crianças.
"Com efeito a vida é uma criação contínua de formas cada vez mais complexas e um equilíbrio progressivo entre essas formas e o meio. Dizer que a inteligência é um caso particular de adaptação biológica é, pois supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato" (Piaget, 1991:10)
Esta continuidade, citada por Piaget, assume significado a partir da estrutura anatômica e morfológica, passando pelos sistemas de reflexos que levam aos hábitos e associações adquiridos que dão origem, por sua vez, à inteligência prática ou sensório motora e, por fim, à inteligência refletida não importante dentro do cenário escolar e universitário.
O Estado (Neo) Liberal e a Educação Brasileira - Por Neuman Fernandes
RESUMO
A Educação, desde os tempos primórdios, serviu ao sistema político e econômico, que se perpetua através da classe dominante sendo evidenciado nos tempos atuais pelo sistema (Neo) Liberal. Diante de tal relevância o artigo a segui apresentado busca por meio de uma abordagem capitalista desvendar o carro alegórico dessa influencia dentro das esferas das Universidades Brasileiras, procurando de forma decisiva demonstrar como esse sistema está enraizado em nossas universidades impedindo-as de fazer seu papel social político de desenvolver o trabalho cientifico de forma autêntica e transformadora.
Palavras-Chaves: Educação, Sistema Neoliberal, Universidades, Papel Social.
Falar sobre o neoliberalismo é remeter a um sistema político, que privilegia a um grupo minoritário, que sempre dominou a economia, seja brasileira, seja estrangeira. Porém, o que se torna relevante é entender as bases educacionais que a compõe o sistema capitalista Neoliberal. Isso implica em um estudo detalhado sobre as universidades publicas e privadas brasileira.
Para se falar em educação é necessário entender o que venha a ser desenvolvimento social e econômico de todo e qualquer país. O Brasil durante o inicio dos anos 90 passou e continua a passar por movimentos significativos de transformação na educação superior, devido a uma universalização do ensino fundamental, tornando-se um marco histórico em todo o território nacional.
O artigo aqui apresentado vem demonstrar que esse marco é questionado em sua qualidade no que diz respeito à globalização dentro do sistema Neoliberal.
Entende-se melhor essa situação se pensarmos que a função da universidade é fazer ciência. Logo, como ressalta EUGUITA, (1989, p. 234) ao dizer que:
A Escola em vez de suprimir as contradições sociais, as desloca. Ao promover modalidade social através de um mecanismo formalmente acessível para todos, desativa os conflitos potenciais em torno da distribuição da propriedade, da organização da produção. Mas para isso estimula uma demanda e vê-se obrigada a apresentar uma oferta de educação que supera o quê, nos termos de correspondência existente ou imaginada entre níveis de educação e posição na hierarquia do emprego, por realmente oferecer a produção em sua forma histórica presente. A escola gera expectativas que a produção não satisfaz.
A autora enfatiza a lógica da produção no trabalho, o que evidencia o sistema capitalista de produção tornando a educação uma arma ideológica que suprime a liberdade acadêmica e cria forma de padronização da globalização do capitalismo. SARDINHA salienta que: “... o agravamento das desigualdades do modo de vida tanto nos países ricos como nos países pobres e a adaptação de todo o planeta ao mercado livre são a conseqüência de uma organização econômica e política que reconhece como fundamento moral os valores gerados pela necessidade desta globalização.
As questões educacionais do Brasil estão focadas nessa ênfase dada pelo autor acima. Nós conseguimos um grande milagre que foi desenvolvermos economicamente com pouca educação, partindo como base o fato de sermos latinos americanos e termos uma tradição medíocre em matéria de educação herdada da Península Ibérica. Pode-se analisar isso na produção cientifica brasileira. Tem-se hoje um salto na economia e uma educação morosa que vem se arrastando e criando um descompasso enorme na produção do conhecimento cientifico autêntico e real. Sobre tal aspecto Chauí,
A autonomia possui sentido sócio-político e era vista como a marca própria de uma instituição social que possuí na seus princípios de ação e de regulação. Ao ser, porém, transformada numa organização administrativa, a universidade publica perde a idéia e a prática da autonomia, pois esta, agora, se reduz à gestão de receitas e despesas, de acordo com o contrato de gestão pelo qual o Estado estabelece metas e indicadores de desempenho, que determinam a renovação do contrato. A autonomia significa, portanto, gerenciamento empresarial da instituição e prevê que, para cumprir as metas e alcançar os indicadores impostos pelo contrato de gestão, a universidade tem ‘autonomia’ para ‘captar recursos’ de outra fonte, fazendo parcerias com empresas privadas.
(CHAUÍ, 1999, p. 216)
O que se pode intuir diante da citação de Chauí é que a educação é sobre o impacto da relação educação/trabalho e que toda política de reforma da educação parte da necessidade de produtividade. Entra em cena, porém, a lógica capitalista bem elencada pelo Marxismo e reforçada pela nova ordem mundial, que se esconde atrás da dinâmica do mercado global e (neo) liberal. É necessário inferir também que a cada dia fecha-se o círculo da educação afunilando sua entrada e saída no ensino superior, principalmente os países do MERCOSUL, tornando seu acesso excludente, ao mesmo tempo em que massifica o acesso.
Colocar essa discussão no âmbito acadêmico parece importante, e por que não dizer, o caminho de se desmascarar a farsa da globalização e do (Neo) Liberalismo, que só (co) existem para alargar ainda mais a distância entre pobres e ricos, público e privado, negros e brancos, entre outros.
As conseqüências da política neoliberal ocorrida em nosso país trás um modelo Taylorista/fordista que nada mais é que a separação entre pensamento/execução, estrategista/estratégia, concepção positivista alicerçada na resposta do mercado de trabalho, na instabilidade das mudanças tecnológicas pouco dinâmicas, da exploração agregada e da criação das demandas virtuosas para atender o nicho de mercado de produtos com autovalor para as universidades e centro de pesquisa, que nada mais é, que a exportação de produtos manufaturados. Uma educação submetida ao capitalismo atual de política dominante, que impede a universidade de executar o seu papel de promover a ciência com liberdade de caráter formativo e cidadão, tendo a comunidade acesso a cultura e bem estar social, denotando com isso que a universidade está voltada a exigência do mercado de trabalho, alargando ainda mais a dicotomia entre o acadêmico e o profissional.
JOHN DEWEY(1931, p. 114), afirma que: “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”. Sendo um processo social, a educação universitária deve servi para a formação do cidadão autônomo e participativo. A verdadeira formação cidadã.
Por fim, falar de uma educação hoje é falar de políticas públicas, capazes de trazer a tona o eixo reflexão/ação/reflexão/ação, tecendo uma rede de investimento na formação e infra-estrutura logística e educacional, sem perder de vista a liberdade de cátedra, dando poder ao povo, aos governos nacionais, delegados sazonais da execução cratologica desse processo. Uma matriz educacional na busca do produto final que se constitui na pesquisa acadêmica autêntica, contribuindo assim, para conceitos futuros da humanidade, acabando de vez com o modelo Taylorista-fordista. Por fim, como diz o poeta Luis Fernando Veríssimo “No Brasil o fundo do posso é apenas uma etapa”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHAUÍ, M. ; A universidade em ruínas. In TRINDADE, Hélgio (Org). A universidade em ruínas: na república dos professores. Petrópolis: Vozes, 1999.
ENGUITA, M. F. A face ocultada da escola: educação e trabalho no capitalismo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
JOHN, Dewey. Education is a social process. Education is growth. Education is, not a preparation for life; education is it set. “How We Think” (1933), Boston D. C: Heath & Co.
SARDINHA, Sebastião. Educação no MERCOSUL: Harmonização ou padronização 1998 rer.fac.educ, vol24.n2. São Paulo
A Educação, desde os tempos primórdios, serviu ao sistema político e econômico, que se perpetua através da classe dominante sendo evidenciado nos tempos atuais pelo sistema (Neo) Liberal. Diante de tal relevância o artigo a segui apresentado busca por meio de uma abordagem capitalista desvendar o carro alegórico dessa influencia dentro das esferas das Universidades Brasileiras, procurando de forma decisiva demonstrar como esse sistema está enraizado em nossas universidades impedindo-as de fazer seu papel social político de desenvolver o trabalho cientifico de forma autêntica e transformadora.
Palavras-Chaves: Educação, Sistema Neoliberal, Universidades, Papel Social.
Falar sobre o neoliberalismo é remeter a um sistema político, que privilegia a um grupo minoritário, que sempre dominou a economia, seja brasileira, seja estrangeira. Porém, o que se torna relevante é entender as bases educacionais que a compõe o sistema capitalista Neoliberal. Isso implica em um estudo detalhado sobre as universidades publicas e privadas brasileira.
Para se falar em educação é necessário entender o que venha a ser desenvolvimento social e econômico de todo e qualquer país. O Brasil durante o inicio dos anos 90 passou e continua a passar por movimentos significativos de transformação na educação superior, devido a uma universalização do ensino fundamental, tornando-se um marco histórico em todo o território nacional.
O artigo aqui apresentado vem demonstrar que esse marco é questionado em sua qualidade no que diz respeito à globalização dentro do sistema Neoliberal.
Entende-se melhor essa situação se pensarmos que a função da universidade é fazer ciência. Logo, como ressalta EUGUITA, (1989, p. 234) ao dizer que:
A Escola em vez de suprimir as contradições sociais, as desloca. Ao promover modalidade social através de um mecanismo formalmente acessível para todos, desativa os conflitos potenciais em torno da distribuição da propriedade, da organização da produção. Mas para isso estimula uma demanda e vê-se obrigada a apresentar uma oferta de educação que supera o quê, nos termos de correspondência existente ou imaginada entre níveis de educação e posição na hierarquia do emprego, por realmente oferecer a produção em sua forma histórica presente. A escola gera expectativas que a produção não satisfaz.
A autora enfatiza a lógica da produção no trabalho, o que evidencia o sistema capitalista de produção tornando a educação uma arma ideológica que suprime a liberdade acadêmica e cria forma de padronização da globalização do capitalismo. SARDINHA salienta que: “... o agravamento das desigualdades do modo de vida tanto nos países ricos como nos países pobres e a adaptação de todo o planeta ao mercado livre são a conseqüência de uma organização econômica e política que reconhece como fundamento moral os valores gerados pela necessidade desta globalização.
As questões educacionais do Brasil estão focadas nessa ênfase dada pelo autor acima. Nós conseguimos um grande milagre que foi desenvolvermos economicamente com pouca educação, partindo como base o fato de sermos latinos americanos e termos uma tradição medíocre em matéria de educação herdada da Península Ibérica. Pode-se analisar isso na produção cientifica brasileira. Tem-se hoje um salto na economia e uma educação morosa que vem se arrastando e criando um descompasso enorme na produção do conhecimento cientifico autêntico e real. Sobre tal aspecto Chauí,
A autonomia possui sentido sócio-político e era vista como a marca própria de uma instituição social que possuí na seus princípios de ação e de regulação. Ao ser, porém, transformada numa organização administrativa, a universidade publica perde a idéia e a prática da autonomia, pois esta, agora, se reduz à gestão de receitas e despesas, de acordo com o contrato de gestão pelo qual o Estado estabelece metas e indicadores de desempenho, que determinam a renovação do contrato. A autonomia significa, portanto, gerenciamento empresarial da instituição e prevê que, para cumprir as metas e alcançar os indicadores impostos pelo contrato de gestão, a universidade tem ‘autonomia’ para ‘captar recursos’ de outra fonte, fazendo parcerias com empresas privadas.
(CHAUÍ, 1999, p. 216)
O que se pode intuir diante da citação de Chauí é que a educação é sobre o impacto da relação educação/trabalho e que toda política de reforma da educação parte da necessidade de produtividade. Entra em cena, porém, a lógica capitalista bem elencada pelo Marxismo e reforçada pela nova ordem mundial, que se esconde atrás da dinâmica do mercado global e (neo) liberal. É necessário inferir também que a cada dia fecha-se o círculo da educação afunilando sua entrada e saída no ensino superior, principalmente os países do MERCOSUL, tornando seu acesso excludente, ao mesmo tempo em que massifica o acesso.
Colocar essa discussão no âmbito acadêmico parece importante, e por que não dizer, o caminho de se desmascarar a farsa da globalização e do (Neo) Liberalismo, que só (co) existem para alargar ainda mais a distância entre pobres e ricos, público e privado, negros e brancos, entre outros.
As conseqüências da política neoliberal ocorrida em nosso país trás um modelo Taylorista/fordista que nada mais é que a separação entre pensamento/execução, estrategista/estratégia, concepção positivista alicerçada na resposta do mercado de trabalho, na instabilidade das mudanças tecnológicas pouco dinâmicas, da exploração agregada e da criação das demandas virtuosas para atender o nicho de mercado de produtos com autovalor para as universidades e centro de pesquisa, que nada mais é, que a exportação de produtos manufaturados. Uma educação submetida ao capitalismo atual de política dominante, que impede a universidade de executar o seu papel de promover a ciência com liberdade de caráter formativo e cidadão, tendo a comunidade acesso a cultura e bem estar social, denotando com isso que a universidade está voltada a exigência do mercado de trabalho, alargando ainda mais a dicotomia entre o acadêmico e o profissional.
JOHN DEWEY(1931, p. 114), afirma que: “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”. Sendo um processo social, a educação universitária deve servi para a formação do cidadão autônomo e participativo. A verdadeira formação cidadã.
Por fim, falar de uma educação hoje é falar de políticas públicas, capazes de trazer a tona o eixo reflexão/ação/reflexão/ação, tecendo uma rede de investimento na formação e infra-estrutura logística e educacional, sem perder de vista a liberdade de cátedra, dando poder ao povo, aos governos nacionais, delegados sazonais da execução cratologica desse processo. Uma matriz educacional na busca do produto final que se constitui na pesquisa acadêmica autêntica, contribuindo assim, para conceitos futuros da humanidade, acabando de vez com o modelo Taylorista-fordista. Por fim, como diz o poeta Luis Fernando Veríssimo “No Brasil o fundo do posso é apenas uma etapa”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHAUÍ, M. ; A universidade em ruínas. In TRINDADE, Hélgio (Org). A universidade em ruínas: na república dos professores. Petrópolis: Vozes, 1999.
ENGUITA, M. F. A face ocultada da escola: educação e trabalho no capitalismo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
JOHN, Dewey. Education is a social process. Education is growth. Education is, not a preparation for life; education is it set. “How We Think” (1933), Boston D. C: Heath & Co.
SARDINHA, Sebastião. Educação no MERCOSUL: Harmonização ou padronização 1998 rer.fac.educ, vol24.n2. São Paulo
sábado, 3 de julho de 2010
Emilia Ferreiro
Esta autora tem suas ideias publicadas a partir dos anos 1980. Argentina de nascimento, psicopedagoga de formação, doutorou-se em Genebra, orientada por Jean Piaget. Na década de 1980, estabelecu-se na cidade do México, onde trabalha até hoje. Seus trabalhos de pesquisa demonstram uma preocupação em integrar os objetivos científicos a um compromisso com a realidade social e cultural da América Latina. Suas análises sobre o fracasso escolar das populaçoes marginalizadas - atribuído a um problema social - demonstram esse compromisso.
Para Ferreiro, existe um sujeito que conhece e que, para conhecer, emprega mecanismo de aprendizagem. Há, na sua concepção, um papel ativo do sujeito na interação com os objetos da realidade. Dessa forma, o que a criançsa aprende não corresponde ao que lhe é ensinado, pois existe um espaço aberto de elaboração do sujeito. O educador deve estar atento a esses processo para promover, adequadamente a aprendizagem.
Luzimar Camilo
Para Ferreiro, existe um sujeito que conhece e que, para conhecer, emprega mecanismo de aprendizagem. Há, na sua concepção, um papel ativo do sujeito na interação com os objetos da realidade. Dessa forma, o que a criançsa aprende não corresponde ao que lhe é ensinado, pois existe um espaço aberto de elaboração do sujeito. O educador deve estar atento a esses processo para promover, adequadamente a aprendizagem.
Luzimar Camilo
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