terça-feira, 7 de setembro de 2010
A importância da linguagem segundo Vigotsk
A gênese da inteligência segundo Henri Wallon
Quanto a afetividade:
_As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa.
_O aluno exterioriza seus desejos e suas vontades.
_Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos rtrdicionais de ensino.
_ A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer.
_ A raiva, a alegria, o medo, a tristeza, e os sentimentos mais profundos ganham função relevante na relação da criança com o meio. (Heloysa Dantas)
Quanto ao movimento:
_ Segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Janete A.Vieth(G1).
Janete A.Vieth (G1).

terça-feira, 17 de agosto de 2010
CURSO: Historia- Modalidade EAD
POLO: Barreiras-BA
DISCIPLINA: Psicologia da Educação
ACADEMICA: Ermenisia Nogueira e Joelma Borja
A LINGUAGEM NA VISÃO DE VYGOSTSKY
Muitos animais como cães, gatos, macacos e outros, por possuírem um sistema nervoso desenvolvido podem pensar. Mas, pensam com imagens, com idéias concretas. O cachorro pensa na ave que acabou de caçar. Ao ver seu dono ele corre ao seu encontro. O leitor por certo dirá: “ isto é condicionamento!”. Sim. O pensamento é trabalhado com material memorizado, estocado, arquivado. O que animais como gatos, cães, antropóides e outros não possuem, são idéias abstratas ligadas às palavras.
Tomando o pensamento de VYGOSTSKY, Oliveira ( 1997) introduziu que o pensamento do cérebro humano fundamenta-se na idéia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da Historia social do homem, na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas que o distingui de outros animais. Assim, sendo foi preciso fazer referências que, nos levassem a entender o processo de formação de conceito dentro do desenvolvimento do pensamento e da linguagem. Contudo, faz-se necessário aqui relatar o processo de formação visto por VIGOTSKY na interpretação de Oliveira.
OLIVEIRA ( 1997), afirma que a linguagem humana, sistema simbólico fundamental na mediação entre sujeitos e objeto de conhecimento, tem para Vigostsky, duas funções básicas: O intercambio social e a de pensamento generalizante. Isto é, alem de servir ao propósito de comunicação entre indivíduos a linguagem simplifica e generaliza a experiência, ordenando as instancias do mundo real em categorias conceituais cujo significado é compartilhado pelos usuários dessa linguagem.
Assim, ao utilizar a linguagem para nomear determinado objeto estamos, na verdade, classificando esses objetos numa categoria, numa classe de objetos que tem em comum certos atributos. A utilização da linguagem favorece, assim, processos de abstração e generalização.
Esquematicamente Vigotsky( 1991) imaginou o pensamento e a fala como dois círculos que se cruzam. Nas partes que coincidem, o pensamento e a fala se unem para produzir o que chamamos de pensamento verbal. O pensamento verbal não abrange, de modo algum todas as formas de pensamento ou de fala. Há uma vasta área do pensamento que não mantem relação direta com a fala.
Portanto, conclui-se que a fusão de pensamento e fala, tanto nos adultos como nas crianças, é um fenômeno limitado a uma área circunscrita. O pensamento não-verbal e a fala não- intelectual não participam dessa fusão e é só indiretamente que são afetados pelos processos do pensamento verbal.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON
HISTÓRIA – EAD
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA:
TUTORA PRESENCIAL: Ana Catarina
DISCENTES: Cláudia Santos Braga, Ermenísia Nogueira, Joelma Corrêia, Iara Regina Porto e Maria Aparecida Vasco
AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE HENRI WALLON
Os conceitos priorizados, decorrentes da teoria de desenvolvimento de Henri Wallon, serão:
Processo de integração em dois sentidos:
- integração organismo-meio
- integração dos conjuntos funcionais
Concepção de afetividade:
- emoções
- sentimentos
- paixão
Evolução da afetividade:
- o papel da afetividade nos diferentes estágios
A posição de Wallon a respeito da importância da afetividade para o desenvolvimento da criança é bem definida. Em sua opinião, ela tem papel imprescindível no processo de desenvolvimento da personalidade e este, por sua vez, se constitui sob a alternância dos domínios funcionais.
Para Henri Wallon, a afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões:
Sua teoria psicogenética dá uma importante contribuição para a compreensão do processo de desenvolvimento e também contribuições para o processo ensino-aprendizagem. Dá subsídios para compreender o aluno e o professor, e a interação entre eles.
Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
Estabelece uma relação fecunda entre Psicologia e Educação da Criança.
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE HENRI WALLON
Os conceitos, princípios e direções expressos na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon são instrumentos que auxiliam na compreensão do processo de constituição da pessoa, que amplia a compreensão do professor sobre as possibilidades do aluno no processo ensino-aprendizagem e fornece elementos para uma reflexão de como o ensino pode criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas idéias e novos valores.
Assim, na teoria psicogenética de Wallon, o eixo principal no processo de desenvolvimento é a interação, em dois sentidos:
Integração organismo- meio: o desenvolvimento da pessoa se dá a partir da interação do potencial genético, típico da espécie, e uma grande variedade de fatores ambientais;
Integração afetiva-cognitiva-motora: as etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa.
Nesse sentido, para Henri Wallon, a afetividade deve ser distinguida de suas manifestações, diferenciando-se do sentimento, da paixão, da emoção. Em outras palavras, afetividade é o termo utilizado para identificar um domínio funcional abrangente e, nesse domínio funcional, aparecem diferentes manifestações: desde as primeiras, basicamente orgânicas, até as diferenciadas como as emoções, os sentimentos e as paixões.
O seu desenvolvimento depende da ação de dois fatores: o orgânico e o social. Entre esses dois fatores existe uma relação estreita tanto que as condições medíocres de um podem ser superadas pelas condições mais favoráveis do outro. Essa relação recíproca impede qualquer tipo de determinismo no desenvolvimento humano, tanto que “a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias sociais da sua existência, onde a escolha individual não está ausente”(Wallon, 1959, p. 288). Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, esses fatores em suas interações recíprocas modificam tanto as fontes de onde procedem as manifestações afetivas quanto as suas formas de expressão. A afetividade que inicialmente é determinada basicamente pelo fator orgânico passa a ser fortemente influenciada pela ação do meio social. Tanto que Wallon defende uma evolução progressiva da afetividade, cujas manifestações vão se distanciando da base orgânica, tornando-se cada vez mais relacionadas ao social – e isso é visto tanto em 1941, quando ele fez referência à afetividade moral, quanto em suas teorias do desenvolvimento e das emoções, que permitiram evidenciar o social como origem da afetividade.
Enquanto as primitivas manifestações de tonalidade afetiva são reações generalizadas, mal diferenciadas, as emoções, por sua vez, constituem-se em reações instantâneas e efêmeras que se diferenciam em alegria, tristeza, cólera e medo. Já o sentimento e a paixão são manifestações afetivas em que a representação torna-se reguladora ou estimuladora da atividade psíquica. Ambos são estados subjetivos mais duradouros e têm sua origem nas relações com o outro, mas ambos não se confundem entre si.
A afetividade, com esse sentido abrangente, está sempre relacionada aos estados de bem-estar e mal-estar do indivíduo. Assim, podemos afirmar a existência de manifestações afetivas anteriores ao aparecimento das emoções. As primeiras expressões de sofrimento e de prazer que a criança experimenta com a fome ou a saciedade são, do nosso ponto de vista, manifestações com tonalidades afetivas primitivas. Estas manifestações, ainda em estágio primitivo, têm por fundamento o tônus, o qual mantém uma relação estreita com a afetividade durante o processo de desenvolvimento humano, pois o tônus é a base de onde sucedem as reações afetivas.
O PAPEL DA AFETIVIDADE NOS DIFERENTES ESTÁGIOS
Para Wallon a dimensão corporal do desenvolvimento que vai do nascimento até a morte está distribuída em estágios que expressam características da espécie e cujo conteúdo será histórica e culturalmente.
Cada estágio, na teoria de Wallon, é considerado como um sistema completo em si, isto é, a sua configuração e o seu funcionamento revelam a presença de todos os componentes que constituem a pessoa.
Primeiro Estágio – IMPULSIVO-EMOCIONAL - (0 a 1 ano) – O processo ensino-aprendizagem exige respostas corporais, contatos epidérmicos. Através dessa fusão, a criança participa intensamente do ambiente. Iniciando um processo de diferenciação com a ajuda de um adulto;
Segundo Estágio – SENSÓRIO-MOTOR E PROJETIVO - (1 a 3 anos) – O processo ensino-aprendizagem no lado afetivo se revela pela disposição do professor de oferecer diversidade de situações, espaço, para que todos os alunos possam participar igualmente e pela sua disposição de responder às constantes e insistentes indagações na busca de conhecer o mundo exterior, e assim facilitar para o aluno a sua diferenciação em relação aos objetos.
Terceiro Estágio – PERSONALISMO - (3 a 6 anos) - Neste estágio o tipo de afetividade que facilita a aprendizagem comporta oportunidades variadas de convivência com outras crianças de idades diferentes e aceitação dos comportamentos de negação, lembrando que são recursos de desenvolvimento.
Quarto Estágio – CATEGORIAL – (6 a 11 anos) - a organização do mundo em categorias bem definidas possibilita também uma compreensão mais nítida de si mesma, neste sentido a aprendizagem se faz predominantemente pela descoberta de diferenças e semelhanças entre objetos, imagens e idéias. O predomínio é da razão.
Outro ponto importante é saber e aceitar que todo conhecimento novo, não familiar implica, na sua aprendizagem,um período de imperícia, resultante do sincretismo inicial. À medida que ele evolui, a imperícia é substituída pela competência.
· Quinto Estágio – PUBERADE E ADOLESCENCIA – (11 ANOS EM DIANTE) – O processo ensino-aprendizagem facilitador do ponto de vista afetivo é aquele que permite a expressão e discussão dessas diferenças e que elas sejam levadas em consideração, desde que respeitados os limites que garantam relações solidárias.
Não esquecer que em todos os estágios a forma de a afetividade facilitadora se expressar no processo ensino-aprendizagem exige a existência, a colocação de limites. Limites que facilitam o processo ensino-aprendizagem, garantindo o bem estar de todos os envolvidos, são também uma expressão de afetividade.
sábado, 7 de agosto de 2010
Concepção cognitiva de Heri Wallon
UNIV ERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
CURSO: LICENCIATURA EM HISTORA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA FORMADORA: Maria Celeste Ramos
ACADÊMICA: Genilda Rocha, Gisela, Noely, Maria José Matos, Silvana Moura,
Concepção cognitiva de Heri Wallon
Heri Wallon(1879-1962), filósofo, médico, psicólogo e político, de nacionalidade francesa se preocupou em estudar o desenvolvimento cognitivo da criança, e fez com que envolvesse sua teoria científica com o lado social,o qual se envolveu em toda sua trajetória. O período de revolução social entre 1ª e 2ª guerra mundial, participou de vários movimentos relacionados a educação com participação de debates, sua visão como médico e psicólogo.
Este afirma que o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura para se atualizar. Essa concepção inclui o ambiente social e os aspectos biológicos em sua relação de reciprocidade e interdependência; sendo que Wallon também considerou a interação do indivíduo com o meio de forma mais abrangente do contexto social, familiar e cultural.
O meio é fator imprescindível ao desenvolvimento do indivíduo interagir de maneira recíproca, através de estímulos que o meio proporciona. Cada etapa do desenvolvimento é diferente, tudo acontece em conjunto, (afetivo, cognitivo e motor). O desenvolvimento não ocorre de forma linear, mas por conflitos, contradições resultado da maturação orgânica e das condições ambientais.
A comunicação humana fator imprescindível no desenvolvimento da linguagem.
Acriança segundo Wallon estabelece uma relação simbiótica desde o ventre da mãe (durante a concepção), ela recebe sangue, alimento oxigênio, hormônios, evolução somática ETc. (assim comprova a dualidade do ser humano na comunicação). A criança reage por estímulos. Na vida intra-uterina, o feto ainda dependente da mãe para sua autoconstrução, regula o crescimento excessivo de seus órgãos graças às glândulas endócrinas, provoca situações de movimentos involuntários (um susto, um choro, por exemplo).
Logo depois essa relação é cortada no parto-mãe-bebê, a criança agora tem que desenvolver autonomia respiratória, alémdepassara depender diretamente da mãe ou dos cuidados de outros para, mudar de posição, saciar a fome, sede, manter-se limpa, ser acolhida, acalmada, dentre outras necessidades, que só pode ser pela comunicação dos movimentos não intencionais. Wallon afirma que o meio não pode ser o mesmo em todas as idades da criança. É o conjunto dos estímulos sobre os quais exerce e se regula sua atividade. Cada etapa é ao mesmo tempo um momento da evolução mental e um tipo de comportamento (Wallon,1995).
Ele enfoca o desenvolvimento humano numa perspectiva global, ou seja, nos domínios, afetivos, cognitivos e motor ( a “psicogênese da pessoa completa”). Segundo Wallon o desenvolvimento na criança não ocorre deforma linear, mas de forma contraditória, descontínua, marcado por conflitos, alguns problemas que poderiam surgir na infância são reaparecidos na fase adulta, ou idosa do indivíduo, ganhando novos sentidos de acordo com as diferentes condições do sujeito. Assim o desenvolvimento humano se dá deforma progressiva, em que sucede oura cognitiva, ora afetiva.
São cinco os estágios do desenvolvimento humano,proposto por Wallon cada qual com a sua especificidade: primeiro estágio considerado impulso emocional( 1ºano de vida período afetivo emocional); segundo estágio o sensório-motor e projetivo(predomínio cognitivo, vai até o 3º ano, a criança se interessa em explorar o mundo físico palpável,concreto); o personalismo (03 aos 06 anos) desenvolvimento da personalidade, construção da consciência de si (predomínio afetivo), o estágio categorial, cuja ênfase é dada ao avanço do progresso intelectual interesse, conhecimento conquista do mundo exterior (predomínio do mundo cognitivo). Por fim o estágio da adolescência, quando a crise da puberdade, impõe necessidades de novos contornos da personalidade, em função das mudanças corporais, trazendo a tona questões pessoais, morais, existenciais, retomando predominância da afetividade.
A comunicação para Wallon ocorre no bebê, através da emoção que se encontra na origem da consciência conduzindo a passagem do mundo orgânico para o social, e do plano fisiológico para o psíquico. Wallon defende também que as emoções são reações organizadas e que se exercem reguladas pelo sistema nervoso central situado na região sob-cortical do cérebro.
Antes os movimentos do bebê ocorrem de forma não intencional (choro, gritos, gestos), nesses comportamentos, as pessoas interpretam a favor e reações também a favor do bebê.
Fundamentado no artigo extraído do ambiente: Adrianne Ogêda Guedes.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Henri Wallon
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
AUTORIZAÇÃO N.º 9293/86 – RECONHECIMENTO: PORTARIA N.º 909/95,DOU 01.08.95
GABINETE DA REITORIA GESTÃO DOS PROJETOS E ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA
Acadêmicas :Aglaura Ceres
Romênia Barbosa
Rosana Silva Santos
Henri Wallon, em sua teoria teve forte contribuição na formação dos educadores e dos seres humanos.Baseou-se em estudos do ser humano especialmente da criança pequena,num período conflitante entre a 1º e 2º guerra mundial . Inicialmente fez observações em crianças anormais ,o que aguçou a sua curiosidade em compreender as manifestações comportamentais das outras crianças ,visando investigar o psiquismo humano colocando a consciência como condição de partida , e o organismo como condição do pensamento.
Em seus estudos Wallon, utilizou-se do processo de observação para compreender as etapas de desenvolvimento da criança contextualizada, possibilitando assim, a relação desta com o meio que contribuem diretamente para o avanço das experiências vivenciadas pela criança .
Nesta vertente, Wallon classifica o estudo da criança contextualizada, para cada idade estabelece um tipo particular de interações entre o sujeito e seu ambiente. Os aspectos físicos do espaço , as pessoas próximas , a linguagem , e os conhecimentos próprios a cada cultura , formam o contexto do desenvolvimento.
Assim, não é possível definir um limite terminal para o desenvolvimento da inteligência, nem tampouco da pessoa, depende das condições oferecidas pelo meio e do grau de apropriação que o sujeito fizer delas.
Assim, o desenvolvimento infantil é um processo pontuado por conflitos, sendo de origem exógena, endógena. Wallon vê o desenvolvimento da pessoa como uma construção progressiva em que se sucedem fases com predominância alternadamente afetiva e cognitiva. Desta forma, Wallon define o desenvolvimento humano a partir dos estágios proposto pela a psicogenética.
Para wallon ,o desenvolvimento é um processo de evolução dinâmico ,sempre em movimento e sofrendo mudanças quantitativas a partir de uma base material .Esse desenvolvimento acontece através de etapas cada qual com suas características especificadas .
Período da vida intra-uterina (gestação): total dependência fisiológica ,marcada por reações motoras .Dependem totalmente da mãe .
Período sensório-motor (2ºano):predomina a exploração do mundo físico , a criança começa a andar e falar .
Período da puberdade e da adolescência (antes da idade adulta):Crise comparada à dos 3 anos com o retorno da atenção sobre sua própria pessoa.
Período da fase adulta: a pessoa atinge um certo equilíbrio entre o desenvolvimento emocional e o intelectual. A personalidade da criança é única e sua construção se dá nos primeiros anos de vida.
A base deste desenvolvimento dará estruturação à infância, adolescência, juventude e vida adulta. Por este motivo, é tão importante o cuidado das crianças em seu desenvolvimento emocional saudável.
O Educador tem responsabilidade na formação da personalidade da criança. Sendo assim, a personalidade do educador pode influenciar na personalidade da criança. E para que esta influência seja saudável é necessário que o Educador esteja preparado para o exercício desta profissão, uma vez que, passará valores pessoais a criança, que o imitará como procedimento natural dessa fase. É fundamental que o Educador tenha valores bem definidos para servirem de exemplos aos alunos.
A Teoria das Emoções é de grande importância na obra de Wallon. Segundo o autor, a emoção é a exteriorização da afetividade, um fato fisiológico nos seus componentes humorais e motores e, ao mesmo tempo, um comportamento social na sua função de adaptação do ser humano ao seu meio:
...As emoções, são a exteriorização da afetividade(....) Nelas que assentam os exercícios gregários, que são uma forma primitiva de comunhão e de comunidade. As relações que elas tornam possíveis afinam os seus meios de expressão, e fazem deles instrumentos de sociabilidade cada vez mais especializados. (Wallon, 1995, p. 143)
As emoções são instantâneas e diretas e podem expressar–se como verdadeiras descargas de energia. Quando isto ocorre, elas têm o poder de se sobrepor ao raciocínio e ao conhecimento.
A afetividade evolui conforme as condições maturacionais de cada pessoa e com formas de expressões diferenciadas, que se configuram como um conjunto de significados que o indivíduo adquire nas relações com o meio, com a cultura, ao longo da vida. Os significados representam para cada pessoa as diferentes situações e experiências vivenciadas num determinado momento e ambiente social. Por este motivo afetividade não permanece imutável ao longo da trajetória da pessoa.
A afetividade corresponde à energia que mobiliza o ser em direção ao ato, enquanto a inteligência corresponde ao poder estruturante que o modela a partir dos esquemas disponíveis naquele momento.
Para Wallon, a emoção precede nitidamente o aparecimento das condutas do tipo cognitivo e é um processo corporal que, quando intenso, pode impulsionar a consciência a se voltar para as alterações proprioceptivas, prejudicando a percepção do exterior. Em virtude de seu poder de sobrepor-se à preponderância da razão, é necessário, segundo Wallon, manter-se uma “baixa temperatura emocional” para que se possa trabalhar as funções cognitivas.
Wallon chama de humanismo ampliado a concepção que implica a plena realização do homem em cada indivíduo. O homem completo só é concebido em sua forma universal atribuindo-lhe o poder de compreender, ponderar e escolher.
Uma educação humanista, segundo Wallon, deve considerar todas as disposições que constituem o homem completo, mesmo estando desigualmente repartidas entre os indivíduos, pois qualquer indivíduo potencialmente pode se desenvolver em qualquer direção, a depender de seu aparato biológico e das condições em que vive.
Segundo Wallon, como uma aptidão só se manifesta se encontrar ocasião favorável e objetos que lhes respondam. Muitas aptidões novas poderiam manifestar-se no encontro das necessidades psicológicas das crianças e as necessidades crescentes da sociedade.
Assim, o acesso à cultura é função primordial da educação formal, pois ela é a expressão do florescimento das criações e das aptidões do homem genérico, universal, sejam manuais, corporais, estéticas, intelectuais ou morais.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Psicogênese da Pessoa Completa
Para Wallon há três campos que se cruzam:
Motricidade
Cognição
Emoção
ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO SEGUNDO WALLON
O estágio de desenvolvimento segundo Wallon é marcado por Rupturas (reelaboração dos estágios).
1. Estágio Impulsivo – Emocional (0 à 1 ano)
2. Estágio Sensorio-Motor e projetivo (1 – 3 anos)
3. Estágio Personalista (mais ou menos 3 às 6 anos)
4. Estágio Categorial (mais ou menos 7 à 11 anos)
5. Adolescência (mais ou menos 12 anos)
1.ESTÁGIO IMPULSIVO (0 à 1 ano)Tem como principal característica a inabilidade de sobrevivência agindo sobre meio humano. Nessa fase há o predomínio da EMOÇÃO
2. ESTÁGIO SENSORIO-MOTOR E PROJETIVO (+OU – 1 à 3anos) A criança nessa fase começa a andar e a explorar o ambiente por essa razão ela está voltada ao mundo externo. Havendo, portanto o predomínio da COGNIÇÃO. Fase mediada pela linguagem.
3.ESTÁGIO PERSONALISTA (+ ou – 3 à 6 anos) A criança vivencia uma crise de autonomia. Desenvolvimento da sua personalidade. Fase marcada pela crise do EU e do MEU. Predomínio da EMOÇÃO.
4. ESTÁGIO CATEGORIAL (+ ou – 7 à 11 anos) A criança está voltada ao mundo outra vez. O aparecimento da leitura e o desenvolvimento do esporte é o predominante nessa fase. Se há o predomínio físico, há também o predomínio da COGNIÇÃO.
5. ADOLESCÊNCIA (+ OU – 12 ANOS)Vive-se a crise de identidade marcada pela expulsão do outro. O adolescente passa a ignorar a vontade os pais e se contrapor a ela como se o expulsasse deles toda vontade que não veio dele. Há portanto um predomínio da EMOÇÃO. Para Wallon haverá sempre EMOÇÃO, COGNIÇÃO durante todo processo de aprendizagem humana. Para Wallon, a EMOÇÃO tem o papel de ativar o comportamento. Para a EMOÇÃO existir há um controle FISIOLOGICO que são sentidos diretamente no corpo. A EMOÇÃO é uma herança FILOGÊNETICA ela garante a sobrevivência da espécie.
Só há cognição por conta do Biológico a EMOÇÃO é física. A EMOÇÃO negada pelo social é sentimento. “Só há razão porque há emoção”
EX: BIOLOGICO – Emoção
SOCIAL – Socialização
PSICOLOGICO – Afetividade (razão)
Grupo:
Edsangela Oliveira Castro
Heleneide Evaristo de Miranda
Luzimar Camilo
Neuman Cristina Fernandes Lima
Uedva Batista Sena dos Santos
Movimento
RITA DIAS
sábado, 31 de julho de 2010
Concepções Cognitivistas: Piaget X Vygotski
Cristiani Negrão Gallois, Evaristo Gallois e Rita Dias
quinta-feira, 29 de julho de 2010
DOCENTE:MARIA CELESTE
ACADÊMICAS:AGLAURA CERES
ROMÊNIA BARBOSA DE CARVALHO
ROSANA SILVA SANTOS
AS CONCEPÇÕES COGNITIVAS
É importante enfatizar a contribuição das concepções cognitivas na formação do desenvolvimento humano. O texto enfatiza a concepção associacionista, tendo como base behaviorismo, partindo de princípios comportamentalistas.
Para os associacionistas, há um desenvolvimento paralelo entre o desenvolvimento e a aprendizagem, de modo que cada etapa da aprendizagem corresponde a uma etapa de desenvolvimento, portanto, são processos simultâneos e sincronizados.
Desta forma, pode-se perceber que a aprendizagem acontece numa versão condicionada, cabendo a educação a estruturação das informações que o cérebro processará. Assim, cabe ao professor transmissor do conhecimento organizar um ambiente que favoreça a aprendizagem.
Diante dos estudos abordados, houve declínio da abordagem behaviorista, inaugurando abordagem piagetiana que ver a aprendizagem num processo de desenvolvimento exterior, o indivíduo adapta-se ao meio de acordo a sua aprendizagem .
Podemos citar também no desenvolvimento da aprendizagem Emília Ferreiro,que acredita no potencial da criança pequena, ser capaz de construir o conhecimento a partir das suas hipóteses, sendo o professor mediador deste processo, tanto para Ferreiro, quanto para Piaget o objetivo da educação é promover a descoberta e a construção do conhecimento, considerando as etapas de desenvolvimento biológico, cognitivo e social que a criança vivencia.
Ainda dentro dessa abordagem cognitiva, é possível destacar a teoria cognitiva da aprendizagem a partir do pensamento de David Ausubel, os novos conhecimentos são adquiridos sem nenhuma relação com os tipos de conceitos já existentes na estrutura cognitiva, sendo uma aprendizagem.
mecânica. Já a aprendizagem significativa, ocorre quando as novas idéias ou informações adquiridas se relacionam com conceitos que já estão disponíveis na estrutura cognitiva sendo assim, assimilados por ela.
Os conceitos básicos que aprendemos Ausubel denominam-se como ancoragem, que servirá para novos conhecimentos. Nesta perspectiva cabe ao professor promover uma aprendizagem significativa que ancoragem o aluno para aprender.
Já o Jerome Bruner, a aprendizagem compreende em aprender a relação entre os fatos, adquirindo novas informações transformando-os de forma significativa.
Conclui-se que a concepção cognitivista é proveniente do desenvolvimento humano e da contribuição do meio para que ocorra a aprendizagem significativa.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Para Piaget, o caminho da aprendizagem tem início com uma dificuldade(situação problema)e a necessidade de solucioná-la. A necessidade leva à busca de soluções, desencadeando uma série de operações mentais voltadas para a solução do problema. Nesse trajeto, é essencial que o professor aja como um desestabilizador de soluções simplistas: compete-lhe desafiar o aluno, propor novos problemas a cada solução trazida, despertar dúvidas. Esse papel não combina com o caráter conteudístico de aula.
Em uma visão mais avançada, o conteúdo é o objeto e as habilidades operatórias, a "ferramenta" para trabalhá-lo, gerando a desestabilização. A simples exploração de um conteudo representa o fim do problema; o uso de habilidade em sua ánalise instiga a inteligência e a aprendizagem significativa.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Piaget e as fases do desenvolvimento cognitivo
Consiste a partir de três elementos fundamentais: a estrutura, que se refere aos aspectos biológicos; a função, que trata das tendências básicas da espécie e o conteúdo, que se refere aos dados comportamentais.
As etapas de desenvolvimento cognitivo de sua teoria, como se caracterizam:
Estágio sensório-motor (de 0 a 24 meses) - A inteligência manifesta-se através de suas ações, que são geralmente aplicadas a várias situações problemas. Também apresenta um certo planejamento das suas ações, o que é uma característica crescente da sua inteligência.
Estágio pré-operacional (de 2 a 7 anos) – Inicia-se em seu primeiro momento (2 a 4 anos) com a linguagem e termina com o desenvolvimento da função simbólica. No segundo momento (de 4 a 7 anos) caracteriza-se pelo sincretismo do pensamento, porque a criança está interessada no todo e não nas partes.
Estágio das operações concretas (de 7 a 12 anos) – A criança operacional já pensa de maneira lógica, do ponto de vista do adulto, mas com grande dificuldade de raciocinar com conteúdos totalmente verbais. Nessa fase ela deve possuir algumas características como: representação mental, conservação, relações, inclusão de classes e ordenação serial.
RITA DIAS
domingo, 25 de julho de 2010
De acordo com o interacionismo de Vygostky, o ser humano não cresce, não evolui sem a interação dos seres humanos, a relação direta com o objeto favorece um conhecimento. E Piaget, diz que o ser humano se desenvolve a partir de troca, da interação com o objeto, com o mundo. Nesse paralelo o foco de Vygotsky está vinculada a interação do sujeito ao aspecto social. Destaca o ser - biológico e humano.
Biológico, apresenta características mentais superiores (capacidade, consciência, planejamento) e etc. Vale ressaltar que entre o ser biológico e o humano, o social que transforma o sujeito. Esse processo ele chama de mediação que são os instrumentos mediadores. Exp.: trabalho, família,... Outro fator importante nesse contexto é a linguagem, esta sendo um signo seno como um instrumento mediador, ou seja, instrumentos e signos andam juntos para favorecer o desenvolvimento, através da intenalização, o ser humano vau aprendendo com o social e a mediação.
Em consonância com Vygotsky, as funções psicológicas têm uns suportes biológicos, pois são produtos da atividade cerebral. O funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o individuo e o mundo externo, os quais se desenvolvem no processo histórico. Ex: O caso das meninas bobas; existia em suporte biológico, porém faltava à relação social.
A internalização é o mecanismo pelo qual a cultura trata-se parte da natureza humana, influenciado sua origem do desenvolvimento individual de cada ser humano.
Portanto, podemos concluir que o desenvolvimento e a aprendizagem são construídos através das áreas de desenvolvimento proximal e real e potencial. Proximal é a distancia entre o desenvolvimento real e o potencial esta em processo de interação com o mundo (buscado). Real é aquilo que a criança já aprendeu. Não precisa de ajuda, se resolve sozinha. Potencial é aquilo que a criança ainda não domina, ela precisa de ajuda. Nessa perspectiva o autor aborda o papel da escola e dos educadores. A escola deve fazer com que o aluno avance na aprendizagem. O professor é o mediador ou condutor do processo de ensino aprendizagem. Daí a importância da formação do profissional, para que ele compreenda as fases de desenvolvimento da criança e executa o seu trabalho a partir desse processo, sistematizado o conhecimento adquirido não só por ele como também pela criança.
Benilsa Marçal, Edsangela Oliveira, Olinda Rocha, Uedva Batista
Quem foi Vygotsky ?
Grande parte de sua vida viveu com sua família em Gomel. Sua família era judia. Vygotsky era o segundo filho de oito irmãos. O pai trabalhava como chefe de departamento de um banco, além de ser representante de uma companhia de seguros. A mãe, apesar de ser professora, não trabalhava como tal.
A família era considerada muito culta. Pais e filhos debatiam sobre diversos assuntos. O pai deixava sua biblioteca sempre à disposição dos filhos para estudo e reuniões.
Desde muito cedo Vygotsky interessou-se por várias áreas. Organizava grupos de estudos, aprendeu vários idiomas e também gostava de literatura, poesia e teatro.
Até os 15 anos foi educado em casa por tutores particulares. em 1913 ingressou na Universidade de Moscou para fazer o curso de Direito, formando-se em 1917. também freqüentou cursos de história e filosofia na Universidade Popular de Shanyavskii.
Mais tarde estudou medicina, em Moscou e em kharkov, com o objetivo de 'compreender o funcionamento psicológico do homem', pois queria trabalhar com problemas neurológicos.
Trabalhou como professor e pesquisador de diversas áreas: psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental. Atuou e diversas instituições de ensino e pesquisa, ao mesmo tempo em que lia, escrevia e dava conferências.
Também trabalhou em uma área chamada 'pedologia', uma ciência da criança, a qual integra os aspectos biológicos, psicológicos e antropológicos desta. Considerava essa ciência como sendo básica do desenvolvimento humano.
Em Gomel, criou um laboratório de psicologia na escola de formação de professores. Em Moscou, ajudou na criação do Instituto de Deficiências.
Em 1924, casa-se com Roza Smekhova. Tiveram duas filhas. Desde 1920 conviveu com a tuberculose, que o levou à morte em 1934, aos 37 anos de idade.
Escreveu em torno de 200 trabalhos científicos, da neuropsicologia até crítica literária, 'passando por deficiência, linguagem, psicologia, educação e questões teóricas e metodológicas relativas às ciências humanas' (Oliveira, pg. 21, 1993).
'Sua produção escrita não chega a constituir uma sistema explicativo completo, articulado, do qual pudéssemos extrair uma "teoria vygotskiana" bem estruturada. Não é constituída, tampouco, de relatos detalhados dos seus trabalhos de investigação científica, nos quais o leitor pudesse obter informações precisas sobre seus procedimentos e resultados de pesquisa. Parecem ser, justamente, textos "jovens", escritos com entusiasmo e pressa, repletos de idéias fecundas que precisariam ser canalizadas num programa de trabalho a longo prazo para que pudessem ser explorados em toda a sua riqueza' (Oliveira, pg. 21, 1993).
As idéias de Vygotsky multiplicaram-se nas obras de seus colaboradores, dentre eles, Alexander Romanovich Luria e Alexei Nikolaievich Leontiev.
'Vygotsky, Luria e Leontiev faziam parte de um grupo de jovens intelectuais da Rússia pós-Revolução, que trabalhavam num clima de grande idealismo e efervescência intelectual. Baseados na crença da emergência de uma nova sociedade, seu objetivo mais amplo era a busca do 'novo', de uma ligação entre a produção científica e o regime social recém-implantado. Mais especificamente, buscavam a construção de uma 'nova psicologia', que consistisse numa síntese entre duas fortes tendências presentes na psicologia do início do século. De um lado havia a psicologia como ciência natural, que procurava explicar processos elementares sensoriais e reflexos, tomando o homem basicamente como corpo. [...] De outro lado havia a psicologia como ciência mental, que descrevia as propriedades dos processos psicológicos superiores, tomando o homem como mente, consciência, espírito' (Oliveira, pg. 22, 1993).
Na tentativa de superar essa crise da psicologia que Vygotsky e seus colaboradores buscaram uma abordagem alternativa, que possibilitasse uma síntese entre as duas abordagens predominantes naquele momento. É importante destacar qual o significado de síntese para Vygotsky, pois essa é uma idéia constantemente presente em suas colocações e é central para sua forma de compreender os processos psicológicos.
A síntese de dois elementos não é a simples soma ou justaposição desses elementos, mas a emergência de algo novo, anteriormente existente.' (Oliveira, pg. 23, 1993).
Pode-se dizer que essa abordagem que integra numa mesma perspectiva [...] 'o homem enquanto corpo e mente, enquanto ser biológico e ser social, enquanto membro da espécie humana e participante de um processo histórico' (Oliveira, pg. 23, 1993).
As idéias centras que são os 'pilares' do pensamento de Vygotsky, podem ser assim resumidos:
- 'As funções psicológicas têm um suporte biológico pois são produtos da atividade cerebral;
- O funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior, as quais desenvolvem-se num processo histórico;
- A relação homem/mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos' (Oliveira, pg. 23, 1993).
Bibliografia: OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1993.
RITA DIAS
A Atuação do Psicólogo no Contexto Escolar
As idéias que ampliaram nossos conhecimentos a respeito da cognição humana não são compartilhadas em um dos contextos mais férteis para sua discussão — a escola — e
cujo objetivo, supostamente, seria a promoção de desenvolvimento e aprendizagem.
As investigações e atuações junto à Educação confirmam o desconhecimento e até a eturpação de idéias centrais sobre a construção do conhecimento, especialmente entre os psicólogos inseridos neste contexto, profissionais que deveriam atuar como
mediadores entre tais conhecimentos e a Educação.
RITA DIAS
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Na psicologia duas grandes correntes apresentam explicações opostas para o desenvolvimento: a corrente maturacionista que explica o desenvolvimento de mecanismos considerados inatos por regulagem endógena; a corrente empirista que atribui todo o desenvolvimento à experiência adquirida em função do meio (físico ou social), Isto é, exclusivamente em função da aprendizagem. Alguns autores superam esta dicotomia estabelecendo uma interação entre dois fatores, isto é, entre maturação e a experiência adquirida.
Piaget, ao estudar a formação das estruturas lógicas, supera a dicotomia acima por uma razão teórica própria e de maior profundidade que a dos outros autores: “É que com os fatores inatos (maturação) e de experiência (física ou social) se combina um fator mais geral, não podendo ser considerado nem como hereditário, nem como adquirido em função da experiência, e que é o fator de equilibração”. Daí que as estruturas lógicas da natureza operatória, cuja característica é a reversibilidade (operações inversas ou recíprocas), dependem de um processo de desenvolvimento que consiste numa equilibração; este mecanismo de equilibração explica-se pelo fato de que “cada uma das etapas sucessivas apresenta uma probabilidade crescente em função dos resultados obtidos na etapa precedente (a reação inicial sendo ela mesma a mais provável em função da situação de partida)”
Silvana Moura