Teoria de Aprendizagem Segundo Piaget
Na psicologia duas grandes correntes apresentam explicações opostas para o desenvolvimento: a corrente maturacionista que explica o desenvolvimento de mecanismos considerados inatos por regulagem endógena; a corrente empirista que atribui todo o desenvolvimento à experiência adquirida em função do meio (físico ou social), Isto é, exclusivamente em função da aprendizagem. Alguns autores superam esta dicotomia estabelecendo uma interação entre dois fatores, isto é, entre maturação e a experiência adquirida.
Piaget, ao estudar a formação das estruturas lógicas, supera a dicotomia acima por uma razão teórica própria e de maior profundidade que a dos outros autores: “É que com os fatores inatos (maturação) e de experiência (física ou social) se combina um fator mais geral, não podendo ser considerado nem como hereditário, nem como adquirido em função da experiência, e que é o fator de equilibração”. Daí que as estruturas lógicas da natureza operatória, cuja característica é a reversibilidade (operações inversas ou recíprocas), dependem de um processo de desenvolvimento que consiste numa equilibração; este mecanismo de equilibração explica-se pelo fato de que “cada uma das etapas sucessivas apresenta uma probabilidade crescente em função dos resultados obtidos na etapa precedente (a reação inicial sendo ela mesma a mais provável em função da situação de partida)”
Silvana Moura
sexta-feira, 23 de julho de 2010
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